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domingo, 25 de março de 2012

A INVENÇÃO DE MOREL (16)

SONHOS ESTRANHOS

Pág. 61 - "Tenho um dado que pode servir aos leitores deste diário para saberem a data da segunda aparição dos intrusos: as duas luas e os dois sóis foram visíveis no dia seguinte. Poderia tratar´se de uma aparição local; não obstante,  parece-me mais provável que seja um fenômeno de espelhismo, provocado pela lua ou pelo sol, mar e ar, e visível, sem dúvida, desde Rabaul e toda esta zona. Notei que esse segundo sol - talvez imagem de outro - é muito mais violento."

terça-feira, 20 de março de 2012

Da imortalidade - Revista Bula

POR  EM 20/03/2012 ÀS 09:44 AM

Da imortalidade

publicado em 

Um dos mais antigos sonhos do ser humano é provavelmente o de vencer a morte. E com a morte, o esquecimento. As buscas do elixir da longa vida, da fonte da eterna juventude são a evidência dessa aspiração. O homem inventou deuses imortais, Camões chegou a dizer que em seus versos a bela amada nunca seria esquecida. E realmente, os versos continuam até hoje, mas a mulher amada só sobreviveu em forma de palavras. 
Pois isso que não passa de uma aspiração fantasiosa, entre os acadêmicos é tido como certo. Pertencer a uma academia significa tornar-se um imortal. E batem-se muitos deles, espada em punho, por um lugar no panteão da glória. É preciso conquistar um lugar entre as múmias, entre as muitas outras múmias, para ser lembrado pelos pósteros.   
É claro que o termo “imortalidade” deve ser entendido em seu sentido conotativo, apenas uma figura de linguagem. Morte, nesse caso, deve-se entender como esquecimento. A convicção, no caso, é de que o ingresso na galeria dos acadêmicos não vai deixar que o dito cujo seja esquecido jamais.