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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

TEXTO DE AMIGO

O texto abaixo é do filósofo Matheus Arcaro.

Eu sou poeta
Há tempos a palavra “artista” vem sendo banalizada de tal modo que mesmo os atores televisivos mais medíocres são assim denominados pela imprensa e pela massa em geral. É bem provável que se perguntarmos a uma dançarina de boate qual é a sua ocupação, ela responda que é artista. E pensar que tal palavra já serviu a Homero, Michelangelo, Beethoven, Kafka...
Na mesma esteira, o termo “poeta” também vem sendo futilizado; apropriam-se dele de maneira a utilizá-lo gratuitamente.

De fato, impressiona-me como alguns se auto intitulam "poetas" com tanta facilidade. Acreditam que estejam fazendo poesia rimando "amor" com "dor" ou descrevendo cenas bucólicas e situações de paixão. Creio que a poesia é uma das mais viscerais expressões artísticas. Por isso, ela requer um trabalho árduo; um trabalho de ourives para lapidar cada verso, cada palavra, cada espaço em branco. E o material a ser lapidado corresponde à bagagem emocional, intelectual e, principalmente, cultural do poeta. É simples pensarmos isso recorrendo a uma analogia: como o artesão conseguiria criar uma joia se a sua matéria prima é o latão?

terça-feira, 21 de maio de 2013

LEITURA DO MÊS

O amor entre Jaques, o pastor, e Gertrudes, sua protegida cega, vai-se tornando avassalador. As aulas continuam e Jaques a leva à cidade vizinha para assistirem à Sinfonia Pastoral, de Beethoven, como forma de aprendizado dos sons e seus timbres, que o mestre associa às cores.
Mas vem o mês de maio e por causa do ambiente criado em sua casa, Jaques resolve entregar Gertrudes aos cuidados de Luísa de La M..., mulher pia, que dedica sua vida a cuidar de meninas e moças com deficiências físicas.