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terça-feira, 28 de maio de 2013

LEITURA DO MÊS

Neste último domingo, 26/05, o grupo reuniu-se para trocar as impressões de cada um a respeito do romance Sinfonia Pastoral, de André Gide. Não houve unanimidade, é claro. Muitos dos membros do grupo, vindos da leitura de Molloy, do Beckett, se assustaram com a simplicidade e clareza do Gide, encarando isso como defeito. O Gide era um clássico, no sentido de que admirava o Classicismo e tendia para ele, mesmo sendo um escritor do Modernismo francês. A solução final do romance, ou seja, a partir do momento em que a Gertrudes começa a enxergar, também não foi bem aceita por todos, por considerarem-na uma solução romântica, mas que nos parece apenas simbólica.

Para o mês de junho, o romance escolhido foi O albatroz azul, do João Ubaldo Ribeiro. Estão todos convidados a iniciarem a leitura. "Vida, morte, renovação. Temas universais que, transportados para um Brasil cada vez mais distante no tempo, mas ainda muito presente em nós, são o eixo em torno do qual se desenrola a trama simples deste belo romance."
Vamos lá?
(CONTINUA)

terça-feira, 21 de maio de 2013

LEITURA DO MÊS

O amor entre Jaques, o pastor, e Gertrudes, sua protegida cega, vai-se tornando avassalador. As aulas continuam e Jaques a leva à cidade vizinha para assistirem à Sinfonia Pastoral, de Beethoven, como forma de aprendizado dos sons e seus timbres, que o mestre associa às cores.
Mas vem o mês de maio e por causa do ambiente criado em sua casa, Jaques resolve entregar Gertrudes aos cuidados de Luísa de La M..., mulher pia, que dedica sua vida a cuidar de meninas e moças com deficiências físicas.

terça-feira, 14 de maio de 2013

LEITURA DO MÊS

E continuamos com a leitura do mês de maio: Sinfonia pastoral, de André Gide.

A dedicação de Jaques, o pastor, na educação de Gertrudes é excepcional, a ponto de sua esposa reclamar que nem para com os próprios filhos tivera um zelo tal.
Ele alega, é evidente, que maior alegria é recuperar o que estava perdido, mais ou menos parodiando a parábola do filho pródigo. Usa o argumento da autoridade: a bíblia.
A primeira descoberta do pastor, e que muito o alegrou, foi que Gertrudes não era surda. Depois de muitas tentativas sensoriais, um dia ele anota:

Pág. 39 - "5 de março. Anotei esta data como a de um nascimento. Era menos um sorriso do que uma transfiguração. Repentinamente, seus traços animaram-se! Foi como um resplendor súbito, semelhante ao clarão purpurino em os altos Alpes, que, precedendo a aurora, faz vibrar o cume nervoso que ele nos mostra e sai da noite."

terça-feira, 7 de maio de 2013

LEITURA DO MÊS


André Paul Guillaume Gide (Paris, 22 de novembro de 1869 — Paris, 19 de fevereiro de 1951) foi um escritor francês.

Recebeu o Nobel de Literatura de 1947. Oriundo de uma família da alta burguesia, foi o fundador da Editora Gallimard e da revista Nouvelle Revue Française. Gide não somente era homossexual assumido, como também falava abertamente em favor dos direitos dos homossexuais, tendo escrito e publicado, entre 1910 e 1924, um livro destinado a combater os preconceitos homofóbicos da sociedade de seu tempo, Corydon.

Liberdade e libertação recusando restrições morais e puritanas, a sua obra articula-se ao redor da busca permanente da honestidade intelectual: como ser igual a si mesmo, ao ponto de assumir a sua pederastia e a sua homossexualidade. Entre as suas obras mais importantes estão Os Frutos da Terra, a já mencionada Corydon, A Sinfonia Pastoral, O Imoralista e Os Moedeiros Falsos.

Sinfonia Pastoral é um romance escrito em forma de diário e começa em 10 de fevereiro de 189...  Um pastor protestante rural está voltando para casa em sua charrete, já no fim da tarde, quando é abordado por uma menina desconhecida que o incita a voltar sete quilômetros por uma estrada por que nunca tinha passado para visitar uma velha que já expirava.

terça-feira, 30 de abril de 2013

LEITURA DO MÊS

Abril passou e nosso grupo escolheu, para a leitura de maio, o romance Sinfonia Pastoral, de André Gide. Devo começar a leitura ainda hoje.

Para encerrar Molloy, de Samuel Beckett, um último comentário.

A segunda parte do livro tem como narrador protagonista Moran, um agente que não dá notícia de que tipo de agente ele é, mas recebe a incumbência de investigar Molloy, que fica em outro país. Partem ele e o filho a pé pelas estradas da Europa rumo ao lugar suposto onde está o futuro investigado. No caminho, Moran se questiona o tempo todo que tipo de investigação deverá fazer. Qual o sentido de sua investigação.