O PESO DA
GRAVATA e outros contos
Por Menalton Braff
Os contos de Braff apresentam determinada contenção dramática, sem,
contudo, dispensarem os adjetivos bem como o gosto pelos detalhes delicados.
José Castello crítico literário
O peso da gravata e outros contos (Primavera Editorial, 176
páginas, R$ 24,90) é o mais recente lançamento do escritor Menalton Braff que
chega às livrarias. A obra é apresentada pela Primavera Editorial e brinda o
leitor com contos originais, onde o realismo fantástico impera na metade do
livro.
São dezoito contos como o de um sobrado deteriorado pelo
tempo, e outro de um personagem morto que caminha em direção à sua própria
sepultura, para citar apenas dois exemplos. Como é de se esperar, o autor também
oferece ao leitor contos que permeiam a dura e cruel realidade do dia a dia,
tratando de temas como a morte, a vida e a rotina em que nos envolvemos.
Inventivo como deve ser todo escritor de ficção, Menalton
Braff é também sui generis ao dar títulos aos seus escritos. Em O peso da
gravata e outros contos temos, entre outros: “Vestido de dor”, “Atordoamento”,
“Arrastavam-se móveis”, “Nossa perna”, “O peso da gravata”, que abre a
coletânea e empresta o título ao livro.
O leitor, depois de ser envolvido por narrativas
surpreendentes, é convidado, ao final, no conto mais longo do livro, a entrar
no mundo de um condomínio prestes a ser invadido – uma metáfora. “A portaria
ficou deserta do lado de fora, por onde apenas um vento escuro passava com seu
cheiro
