Excepcionalmente, a postagem de hoje não traz uma orelha, mas uma apresentação, pois o texto em questão não é uma obra literária e sim um relatório de Pós-doutorado*.
Sans désirs, ni regrets: o impressionismo “a meia tinta” de Domício da Gama
Desenterrar pedras preciosas que o tempo teima em enterrar,
a mim parece uma atividade emocionante. Pelo menos foi com emoção que terminei
a leitura de
Sans désirs, ni regrets: o impressionismo “a meia tinta” de Domício da Gama, o relatório de Pós-doutorado que
Franco Baptista Sandanello
apresentou à Unesp de Araraquara, com pesquisas no exterior, principalmente no
Centro de Pesquisas sobre os Países Lusófonos, da Sorbonne Nouvelle – Paris
III. E, apesar de seu espírito científico de pesquisador criterioso, que foi ao
fundo de seu assunto, percebe-se muitas vezes que o Franco trabalhou movido por
dois estados de espírito diferentes: a curiosidade do cientista, que busca a
comprovação e o significado de tudo que afirma; a emoção do poeta a quem as
sucessivas descobertas deslumbram.
Não está errado dizer que o corpus do Franco foi a obra
completa de Domício da Gama. Sim, porque além de seus dois livros, Contos a
meia tinta e Histórias curtas, o autor foi descobrir contos publicados apenas
em jornais da época e estudou cuidadosamente as dezenas de crônicas de Domício.
E isso tinha uma importância imensa para seu relatório: Domício da Gama foi um
dos introdutores, ao lado principalmente de seu amigo Raul Pompeia, da
literatura