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quarta-feira, 23 de maio de 2012

O VELHO E O MAR (14)

Pág. 88 - "- O melhor é você também ser corajoso e confiante, velho, disse o pescador a si mesmo em voz alta. (...) Ele vai começar a descrever círculos dentro de pouco tempo."
"(...) Então é que principia a minha verdadeira faina."
Pág. 89 - "Quando sentiu a cabeça menos lúcida, Santiago decidiu que precisava comer mais um bocado de golfinho. 'Não posso', disse em pensamento. 'É melhor ter a cabeça um pouco confusa do que perder as forças por causa das náuseas. E sei que vou vomitar; se comer depois de ter sujado o rosto nele. Guardá-lo-ei para uma emergência, até que se estrague. Além disso, já é demasiado tarde para ganhar forças por meio de alimentos.' 'Você é um estúpido', pensou. 'Coma o outro peixe-voador.'
Estava ali, limpo e pronto, e o velho pegou com a mão esquerda e começou a comê-lo, mastigando as espinhas cuidadosamente. Comeu-o todo, da cabeça à cauda."

terça-feira, 22 de maio de 2012

O VELHO E O MAR (13)

Santiago já luta com o espadarte pela segunda noite.

Pág. 83 - "Quando já estava na popa, voltou-se de maneira que a mão esquerda suportasse o peso da linha nos ombros e puxou a faca com a mão firme. As estrelas estavam agora muito brilhantes e via o golfinho com facilidade. Enterrou-lhe a faca na cabeça e puxou-o mais para junto de si. Pôs um pé em cima do peixe e fendeu-o rapidamente, da cabeça à cauda. (...) Lá dentro encontrou dois peixes-voadores. Estavam frescos e duros e o velho estendeu-os na coberta, atirando as tripas e as barbatanas para o mar. (...) O velho esfolou um dos lados do peixe, segurando com um pé a pisar-lhe a cabeça. Depois voltou-o e esfolou o outro lado cortando duas tiras laterais da cabeça à cauda."

Estava pronta sua refeição.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O VELHO E O MAR (12)

Pág. 77 -  "O velho desprendeu o anzol do golfinho, tornou a colocar outra sardinha e atirou a linha para o mar. Depois, lentamente, voltou para o seu lugar à proa. Lavou a mão esquerda e enxugou-a nas calças."
(...)
Pág. 78 - "Mas, sentindo o movimento da água na mão, notou que iam um pouco mais devagar."
(...)
"'Estou aprendendo o que devo fazer', pensou. 'Ou pelo menos esta parte da tarefa. Além disso, lembre-se de que ele ainda não comeu desde que mordeu aquela isca e é um peixe enorme que precisa de muito alimento. Eu comi um atum pequeno, inteiro. Amanhã comerei o golfinho.'"