Blog de Literatura do escritor Menalton Braff, autor de 26 livros e vencedor do Prêmio Jabuti 2000.
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- No fundo do quintal
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domingo, 4 de agosto de 2019
FRASE
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Anônimo
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terça-feira, 25 de junho de 2019
INSTINTO DE NACIONALIDADE
Na semana passada começamos a publicar, em pílulas, o texto "O Instinto de Nacionalidade – Notícia da atual literatura brasileira", de Machado de Assis.A decisão de trazer à tona esse texto deve-se, segundo Menalton, "ao fato da análise que Machado faz da literatura de seu tempo, e os conceitos que emite, serem de enorme validade para os dias que correm - um texto que candidato algum à carreira literária pode desconhecer."
Reiteramos, então, nosso convite. Os trechos são curtos e serão publicados um a cada semana. Quem perdeu o primeiro fragmento, pode recuperá-lo aqui.
INSTINTO DE NACIONALIDADE 2
(Machado de Assis)A juventude literária, sobretudo, faz deste ponto uma questão de legítimo amor-próprio. Nem toda ela terá meditado os poemas de Uruguai e Caramuru com aquela atenção que tais obras estão pedindo; mas os nomes de Basílio da Gama e Durão são citados e amados, como precursores da poesia brasileira. A razão é que eles buscaram em roda de si os elementos de uma poesia nova, e deram os primeiros traços de nossa fisionomia literária, enquanto que outros, Gonzaga por exemplo, respirando aliás os ares da pátria, não souberam desligar-se das faixas da Arcádia nem dos preceitos do tempo. Admira-se-lhes o talento, mas não se lhes perdoa o cajado e a pastora, e nisto há mais erro que acerto. Dado que as condições deste escrito o permitissem, não tomaria eu sobre mim a defesa do mau gosto dos poetas arcádicos nem o fatal estrago que essa escola produziu nas literaturas portuguesa e brasileira. Não me parece, todavia, justa a censura aos nossos poetas coloniais, iscados daquele mal; nem igualmente justa a de não haverem trabalhado para a independência literária, quando a independência política jazia ainda no ventre do futuro, e mais que tudo, quando entre a metrópole e a colônia criara a história a homogeneidade das tradições, dos costumes e da educação.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
CONTOS CORRENTES
É DE MORRER, VIU...(Virgínia Finzetto)
- Alô...
- Bom dia, eu sou aqui de Atibaia...
- Ah, pois não – sentindo um sobressalto.
- Então, nós estamos com uma promoção aqui na cidade e a senhora foi escolhida por indicação do seu vizinho.
- Certo – já manifestando total desinteresse.
- Meu nome é Paulo e sou da funerária São Dimas do Atabaque y Corno.
- Como? – segurando o riso – não entendi...
- A senhora não é a única. O nome da funerária é assim mesmo.
- Ah... mas dá margem a outra interpretação – já relaxando na intimidade.
- Sim, e também prende a atenção de clientes bem humorados, como a senhora.
- Verdade... – e aí, aproveitei para esbanjar meu bom humor àquela hora da manhã –...seguinte, Paulo Corno, não estou mais na cidade e não tenho intere...
- Paulo... meu nome é Paulo. – respondeu bem sério.
- Desculpe, pensei que o bom humor não tivesse que ser exclusividade do cliente.
- Veja bem, dona, é uma oportunidade única. Vamos supor que a senhora volte a morar aqui ou esteja de passagem sozinha e tenha uma morte súbita, longe dos familiares...
- Paulo...
-... nós providenciaremos tudo, do contato com a família à liberação do corpo, funeral, caixão, flores,
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