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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

GRANDE SERTÃO: VEREDAS (30)

EPÍLOGO

Na vila Paredão os dois bandos se encontram. Mortes dos dois lados. Finalmente Riobaldo, da janela de um sobrado assiste à chegada de Hermógenes pela rua, a corrida de Diadorim e a luta feroz que acontece entre os dois, que, feridos a faca, ficam estendidos no meio da rua.
O romance tem continuação, tem ainda um final surpreendente, que não revelamos para que não se estrague a surpresa.
Agora é ler o livro. Nada substitui o texto completo, sobretudo quando a linguagem é tão inovadora como a de Guimarães Rosa. Um romance é seu discurso. A história, o conjunto de ações, a que se dá o nome de efabulação, não se resume, porque a linguagem é irredutível. Boa leitura.
Aguardem que nos próximos dias iniciaremos a leitura de um texto dramático: Vestido de noiva, de Nélson Rodrigues.

sábado, 21 de janeiro de 2012

GRANDE SERTÃO: VEREDAS (19)

A FUGA

O intermediário enviado por Hermógenes é recebido, as condições de um armistício ficam estabelecidas (durante três dias ninguém mais dá tiro nenhum), e assim se manifesta o Rodrigues Peludo, em nome de Hermógenes:
Pág. 375 - "- 'Com sua licença dada, e nos usos, estou trazendo estas palavras, Seô Chefe, que para repetir ao senhor fui mandado: - Que, em vistas desses soldados, e do mais, que é contra todos, se não era mais aproveitável, para uma parte e outra, de se fazer trato de paz, por uns tempos... E por oferta é que venho, por ordens. Que - se serve, ou valor tem, o dito - pergunta faço; e se o senhor há de estar ou não de acordo, me dando a resposta que queira dar, para eu levar para os meus chefes...'"

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

GRANDE SERTÃO: VEREDAS (18)

O ARMISTÍCIO?
                                                                               Dentro da casa da casa da fazenda já não se sente a intensidade do tiroteio, mas ouvem-se disparos incessantes pelas redondezas. São os soldados para quem Zé Bebelo havia enviado os bilhetes. Agora, Zé Bebelo está cercado por Hermógenes que está cercado pelos soldados.                Riobaldo continua contando sua história.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

GRANDE SERTÃO: VEREDAS (17)

HERMÓGENES, O CÃO

O bando liderado por Zé Bebelo, de que fazem parte Riobaldo e Diadorim, está cercado pelos homens de Hermógenes em uma fazenda abandonada. Os hermógenes são em maior número e não há como romper o cerco nem há como invadir a casa onde estão abrigados os zebebelos. O impasse.
Riobaldo continua com suas preocupações metafísicas. Imagina que Hermógenes tenha feito pacto com o demônio.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

GRANDE SERTÃO: VEREDAS (16)


NOVA FASE

Inconformados com as decisões de Joca Ramiro, Hermógenes e seu comparsa Ricardão, dois comandantes de bandos, resolvem assassinar o chefe supremo à traição. Inicia-se uma nova fase. Os jagunços e seus chefes se reagrupam em dois grandes bandos. O primeiro sob o comando de Hermógenes e o segundo aceita o comando de Zé Bebelo, que volta de Goiás. A perseguição se inicia. Pág. 317 - !Tudo o melhor fizemos, e duto no fim desandava. Deus não devia de ajudar a quem vai por santas vinganças?! Devia."
A moral de Riobaldo está sempre questionando o pensamento tradicional.
Pág. 317 - "Ah, então: mas tem o Outro - o figura, o morcegão, o tunes, o cramulhão, o dêbo, o carôcho, do pé de pato, o mal-encarado, aque - o-que-não-existe! Que não existe, que não, que não, é o que minha alma soletra."

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

GRANDE SERTÃO: VEREDAS (15)

A TRAIÇÃO

A notícia trágica alcança o grupo de Titão Passos, acampado em Tapera Nhã, acabando com o sossego dos jagunços.
Pág. 311 - "Ah, e, vai, um feio dia, lá ele apontou, na boca da estrada que saía do mato, o cavalinho castanho dava toda pressa de vinda, nem cabeceava. (...) O que era? O Gavião-Cujo abriu os queixos, mas palavra logo não saíu, ele gaguejou ar e demorou - decerto porque a notícia era urgente ou enorme. - 'Ar'uê, então?!' - Titão Passos quis. - 'Te rogaram alguma praga?' O Gavião-Cujo levantou um braço, pedindo prazo. À fé, quase gritou:
- 'Mataram Joca Ramiro...'