Poema de Mara Senna, autora dos livros Luas novas e antigas e Ensaios da tarde.
Fadiga*
Fadiga*
As palavras úmidas
regurgitam
lúbricas,
cálidas,
urgentes.
Reclamando ouvidos,
revelando segredos,
serpenteiam em formas
túrgidas,
loucas,
lascivas.
Esgotam-se em salivas.
E, por fim,
fatigadas,
roucas,
passivas,
vêm repousar
no suor,
no sêmen,
no sono
e
no silêncio.
* in Ensaios da Tarde, 2012.
Menção Honrosa no Concurso Nacional de Poesias Helena
Kolody, Paraná (2010).

