segunda-feira, 27 de março de 2017

GRUPO DOM QUIXOTE NA FUNDAÇÃO DO LIVRO E DA LEITURA

Estamos no décimo quinto ano do Grupo Dom Quixote de Leitura e ontem, dia 26 de março, iniciamos os encontros na sede da Fundação do Livro e da Leitura, gentilmente cedida pela Adriana Silva e pelo Edgar de Castro.

A Bruna, funcionaria da fundação, fez-nos a gentileza de num domingo de manhã vir abrir a sede. O livro que discutimos foi "Contraponto", de A. Huxley.

O próximo será "Barco a seco", do Rubens Figueiredo.

domingo, 26 de março de 2017

ESPIANDO POR DENTRO

Esta coluna reúne análises de obras literárias escritas por Menalron Braff e publicadas originalmente em seu site. 

Título: Fogo Morto
Autor: José Lins do Rego.

A obra

Fogo morto é romance regionalista, inserindo-se entre as obras do ciclo da cana de açúcar de JLR. Escrito em terceira pessoa, cede grande espaço para o discurso direto e o diálogo entre personagens.

• Estruturado em três partes:
"O Mestre José Amaro",
"O Engenho de seu Lula",
"O Capitão Vitorino".

• Em cada uma das partes desenvolve-se a história centrada em uma das personagens referidas no título.

• Tematicamente, a primeira parte coloca os problemas atuais, contemporâneos, comparecendo todas as personagens, mas tendo o Mestre Amaro como centro. Na segunda parte, o narrador faz um mergulho no passado, de onde recupera o período de formação da cultura canavieira ainda no Brasil

sábado, 25 de março de 2017

VALE A PENA VER DE NOVO

Esta coluna reúne vídeos relacionados à obra de Menalton Braff. O que apresentamos hoje é uma adaptação do conto "O Relógio de pêndulo", produzido pela galera da Oficina Tela Brasil Ribeirão Preto.

O conto "O relógio de pêndulo" está publicado no livro "À sombra do cipreste", que deu ao escritor o prêmio Jabuti em 2.000 e já foi adaptado, também, pelo programa "Contos da Meia-Noite", da TV Cultura.

O vídeo que escolhemos para hoje já foi postado outras vezes neste blog, mas sempre há aqueles que ainda não ainda não viram e os que gostariam de assistir novamente.

sexta-feira, 24 de março de 2017

CONTOS CORRENTES

Foucault ficcionista
(Matheus Arcaro)                                                         
Diz-se, nas esquinas da filosofia, que uma das frustrações de Michel Foucault é não ter escrito um livro de ficção. No dia de sua morte, porém, foi encontrado – entre os manuscritos de “Vigiar e punir” – um conto datilografado, sem título. Agora, pela primeira vez, as três páginas da história criada por Foucault são trazidas a público.
                                          *
Entra como se o consultório fosse uma praça e esperasse por ele um grande público.
– Por que tanta agitação, homem?

– Chegou o dia!
– Dia do quê? Martha, por favor, busque um copo d’água pro senhor Sócrates.
– Hoje vou falar tudo, Sigmund.
– Meu trabalho é ouvi-lo.
– Lembra que me disse na última sessão “Esta história de você acreditar que é uma espécie de

quinta-feira, 23 de março de 2017

SAINDO DO FORNO

Estamos inaugurando hoje a coluna SAINDO DO FORNO, que substituirá LANÇAMENTOS DA SEMANA na divulgação de livros. Diferente de sua antecessora, que só saía aos domingos, a nova coluna não terá dia fixo, e flutuará conforme a  chegada dos convites.
A seguir, o primeiro livro em pauta:

TÍTULO: VI E/ OU VI que o vento é aqui
AUTORA: Virgínia Finzetto
DATA: 25 de março
HORÁRIO: 15h
LOCAL: Ekoa Café
ENDEREÇO: Rua Fradique Coutinho, 914

quarta-feira, 22 de março de 2017

CANTIGAS DE AMIGOS

Minha Vida
(Nelson Jacintho)
)                                                                              Quantos sonhos sonhei na adolescência,
Quantas dores senti  sem ferimento,
Quantos barcos peguei na turbulência
Das viagens que fiz sem movimento.

Os sonhos se acabaram co’a inocência,
As dores, transformadas sentimento,
Os barcos de papel, sem consistência,
Afundaram-se nas águas do lamento.

A vida, que passou como um lampejo,
Deixou pequenas marcas carimbadas
Num peito que as guardou com algum pejo.

Ora olhando para as minhas caminhadas,
Relembro todas dores do desejo
E vejo que as perdi pelas estradas...

terça-feira, 21 de março de 2017

MENALTON NA REVISTA OUTROS ARES, QUE ESTÁ VOLTANDO


A entrevista a seguir foi publicada na primeira edição da revista literária OUTROS ARES, que saiu de circulação por alguns anos e, segundo o editor  Rafael Rodrigues, será retomada em maio. 

A literatura tem um problema, sim, que é a falta de leitores

Nascido no município de Taquara, no interior do Rio Grande do Sul, Menalton Braff é um dos mais talentosos escritores brasileiros em atividade. Radicado no estado São Paulo há mais de quatro décadas, nos últimos anos a produção de Menalton vem sendo majoritariamente romanesca, mas isso não o impede de ser um dos mais brilhantes contistas brasileiros das últimas décadas.

Suas últimas duas coletâneas de histórias curtas são “A coleira no pescoço“, de 2006 – finalista do Prêmio Jabuti daquele ano, e de longe uma das melhores coletâneas de contos publicadas nos últimos anos – e “À sombra do cipreste”, de 2000, eleito Livro do Ano pelo Prêmio Jabuti daquele ano, na categoria Ficção.

Menalton Braff escreve de forma simples, mas não a ponto de sua prosa ser simplória. Seus últimos dois livros comprovam isso: os romances “Moça com chapéu de palha” (2009) e “Bolero de Ravel”