domingo, 9 de dezembro de 2018

BATE-PAPO SOBRE O AMOR PASSAGEIRO

Na reunião de novembro do Grupo de Leitura Dom Quixote, Menalton conversou com os presentes sobre o seu novo livro de contos, "Amor passageiro", 
que será lançado na próxima quarta, dia 12,  às 19h, pela Editora Reformatório. 

Assistam e desfrutem! Caso tenham mais perguntas, postem nos comentários. Daremos um jeito de responder nesta ou nas próximas postagens.

Com a palavra: Menalton Braff e Grupo de Leitura Dom Quixote.





             




sábado, 8 de dezembro de 2018

QUEM QUISER O LIVRO AMOR PASSAGEIRO, JÁ PODE ADQUIRI-LO NA PRÉ-VENDA

ATENÇÃO, PESSOAL!

O novo livro de contos de Menalton Braff já está disponível, em pré-venda, no site da Editora Reformatório.

Vamos aproveitar?

Saiba um pouco mais sobre o livro:

Impossível não se apaixonar, à primeira leitura, por este novo volume de contos de Menalton Braff. O autor se vale da maturação de sua escrita à semelhança dos vinhos armazenados em tonéis de carvalho, já que o tempo confere às narrativas (tanto as mais breves, como as mais longas) sabores e aromas refinados. Trata-se de boa literatura. E a obra de arte desse porte endereça-se ao leitor sensível, aquele que busca na prosa ficcional um caminho para a humanização. A ficção que humaniza suscita no leitor o apreço pela dor do outro, seu semelhante. Nesse sentido, os temas valorizados por Braff contemplam, sobretudo, as perdas irreparáveis, as conturbadas relações familiares, os infortúnios do cotidiano, os desencontros, a solidão, “o insuportável mau cheiro da memória”, nas palavras de Carlos Drummond de Andrade. Assim, com delicadeza e raros momentos de humor, o autor cria verdadeiras peças poéticas, repletas de cromatismo e figuras sensoriais, numa linguagem que se reinventa a cada parágrafo, no qual o leitor mergulha e do qual sai prenhe de poesia e espanto. Claro, literatura é a arte da construção do discurso: plano da expressão e plano do conteúdo harmonicamente interligados. Tchecov, mestre do conto universal, afirmava que, se no início de uma narrativa, houvesse uma espingarda pendurada na parede, no final deveria haver um disparo. Imagem cara a Braff, que trança os fios de suas histórias de modo que nada sobre e nada falte. Desse modo, a unidade dramática preserva-se, já que o conto, modernamente, constitui o gênero da concisão, da cena, do flagrante cotidiano, da fatia de vida que merece ser revelada. Apaixone-se o leitor por esse Amor passageiro e terá a sensação, ao encerrar o livro, de que as narrativas de Menalton Braff não vão abandoná-lo tão cedo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

CONTOS CORRENTES

O Conto do Antirrelógio

(Carlos André)


- É mais fácil mover os santos, do que solidificar as culpas.
Certa vez, no vilarejo das Imaginações Infindas, numa tarde de 10 de fevereiro de 1918, acontecera algo fantástico que até hoje as pessoas se perguntam: como foi e onde foi parar aquele objeto?!

- O que era esse objeto vovô?!!

- Acalme-se, minha querida neta! Logo, logo, saberás do que se trata; do que essas pessoas queriam e desejavam de fato com aquele objeto fantástico nas mãos.

- Sim, vovô! Vou acalmar minha curiosidade. Continue.

- Tudo bem, minha neta! Continuarei. Naquela época, havia na casa do Sr. Euclides, várias coleções de relógios: sejam os relógios de parede, pulso, ou de serem guardados na algibeira do paletó ou da calça.

- Desculpe te interromper de novo vovô, mas isso quer dizer que o senhor Euclides era um relojeiro?

- Sim, querida! O Sr. Euclides era um relojeiro de épocas passadas, agora ele era um relojeiro aposentado, um senhor de sessenta e seis anos. Na casa do Sr. Euclides havia vários modelos de relógios, mas havia um que ele tinha um apreço enorme, um valor sentimental, e por isso, este relógio

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

UMA DEGUSTAÇÃO DO AMOR PASSAGEIRO


A revista Vício Velho acaba de publicar um dos contos do novo livro de Menalton Braff , Amor passageiro, que será lançado na próxima quarta-feira, dia 12, em Ribeirão Preto.

Um caso de paixão

As perguntas assim como o doutor faz são irrelevantes, porque seguem um padrão. Com minhas

respostas, o senhor não vai ficar sabendo muito de mim e de minhas razões para o crime que cometi. Melhor ligar um gravador para eu prestar meu depoimento, livre, corrido, de acordo com meu pensamento. Ah, já está ligado? Sei muito bem o que significa amor incestuoso, como sei também que a sociedade o recrimina, a lei o criminaliza e as religiões, todas elas, repudiam-no por ser pecado, apesar de que os filhos de Adão e Eva tiveram de fornicar para o crescimento da humanidade, não é mesmo, doutor? Pois de tudo isso eu sei, mas quem manda em mim é meu corpo, e o que me vem de fora não me abate: minha regência sou eu mesma. Algum problema com o gravador, doutor? Ah, não! Mas o senhor mexeu nele. Só o volume, então?! Bem, se o doutor não se importa, eu gostaria que fechasse aquela cortina ali atrás, porque o sol bate no vidro do armário e o reflexo me atrapalha a visão. Sim, muito obrigada. Então, tive o Ernesto com quinze anos de idade, e meu noivo, na época, devia andar futricando a vida de alguma outra adolescente neste largo mundo que ninguém podia imaginar onde fosse. Não, foi logo que eu falei da minha gravidez. Já no dia seguinte não apareceu. Aliás, nunca mais apareceu. Na

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

CANTIGAS DE AMIGOS

VISÃO NOTURNA OU REVELAÇÃO
(Luiz Alberto Moura Araújo)

Vou confessar
Tenho medo da morte.
Vejo-a ali, parada
De braços cruzados, paciente
Obstruindo o caminho da vida
Os olhos fixos, a esperar
E tenho medo
Um medo medonho...

Vou confessar
Não queria morrer.
Morrendo seria esquecido
Sendo esquecido,
É como se não tivesse vivido
E eu vivo, existo...
Por isso amigo,
Peço-lhe um favor
Quando eu partir, 
For ao encontro de quem me espera,
Pelo menos você
Lembre-se de mim.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

VAMOS CONFIRMAR PRESENÇA?

No próximo dia 12 teremos o lançamento 
do livro de contos do Menalton 
AMOR PASSAGEIRO.

Você é nosso convidado.
Que tal confirmar presença no evento 
que a Editora Reformatório criou no Facebook?

Basta clicar no link abaixo





segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

CARTAS DO INTERIOR

Esta coluna reúne crônicas inédita sde Menalton Braff.

Agora é mega


Longe de mim me colocar como dono da verdade, portanto, o que aí vai é apenas minha opinião. Certa ou errada, vocês é quem vão julgar. Como participante periférico do sistema, acho que em algum ponto vocês me darão razão.

Mas é bom que se esclareça do que se está falando. Um dos assuntos mais comentados dos últimos tempos é a crise do mercado editorial. Então comecemos tentando ordenar as ideias a partir de uma simples descrição do que venha a ser este monstro.

A rede que se tem chamado de mercado editorial começa pelo escritor. Os livros não podem ser produzidos sem que alguém os tenha escrito. Em seguida aparecem os originais, produtos dos escritores. Tais originais são entregues a uma editora para publicação. Transformados em livros, existem as livrarias (pulemos as distribuidoras, cujo papel é apenas servir de auxiliar entre a editora e a livraria). Esta última sim, tem uma função extremamente importante na cadeia, pois é ela, a livraria que manterá uma loja com os livros à disposição do público leitor. No fim da cadeia,