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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

QUESTÕES DE ESTÉTICA DA LITERATURA (125)

Hans Robert Jauss
O PROCESSO DA LEITURA

Para que o receptor possa se apropriar de um texto literário, para que ele realize com propriedade o processo de sua identificação, existem algumas condições sine qua non. 
a) o leitor deve ter o conhecimento do sistema modelizante primário em que é vazado o texto;
b) o leitor deve ter conhecimento do sistema literário e dos respectivos códigos de que o texto depende;
c) o leitor tem que ter domínio dos mecanismos subjacentes à organização do texto, principalmente do texto literário;

sábado, 17 de janeiro de 2015

MENALTON NO SKOOB

Menalton Braff está no Skoob, a rede social dos leitores. Lá você pode deixar sua opinião sobre cada um dos 21 livros do escritor, ou resenhar os seus preferidos.

No exemplo abaixo, o leitor Renê opina sobre o livro "À sombra do cipreste". Logo em seguida, você pode visualizar a página de Braff.

 Acesse e participe!








quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

QUESTÕES DE ESTÉTICA DA LITERATURA (124)

Wolfgang Iser

Receptor, destinatário, leitor


Para empregar-se relativo rigor, não se devem confundir receptor e destinatário, sendo que aquele pode ser aproximado do leitor (entidade empírica com capacidade para decodificar a mensagem, quando o faz). 
Todo autor, no momento da enunciação, tem em mira um destinatário ideal. "Flaubert confessa que escreveu em parte L'education sentimentale para Sante-Beuve, paradigma do leitor inteligente; Mallarmé exclui a hipótese de os seus textos poéticos se dirigirem a um público de massas; Valéry aconselha a escrever apenas para o leitor "inteligente" e insusceptível de ser dominado por qualquer modalidade de manipulação; Fernando Pessoa/Alberto Caeiro pensa num leitor que saiba ler pacientemente e com espírito pronto, etc. Este leitor assim configurado é um leitor ideal ou um leitor modelo, uma entidade teórica construída por um escritor."

terça-feira, 21 de outubro de 2014

QUESTÕES DE ESTÉTICA DA LITERATURA (116)

Iuri Lotman
Ao aprofundar os estudos sobre autor/emissor, alguns autores, como Iuri Lotman encontram também o autor/receptor. E, segundo Lotman, esta é uma manifestação particular da comunicação, ou seja, o diálogo entre diferentes fases do ego.
Tal autocomunicação pode ocorrer distante no tempo, quando o autor lê seu próprio texto, agora com olhos de leitor. Mas também pode ocorrer (e, na minha opinião ocorre sempre) no mesmo ato da produção do texto.
Costuma-se dizer que o escritor é seu primeiro leitor, e isso pode ser uma verdade. Sobretudo se o autor estiver consciente do que faz, exigindo de si determinado comportamento discursivo.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO| Carta Capital

Acesse a publicação original na Carta Capital

Não é que o fato me incomode, isso não. Há muito tempo deixei a sala de aula, e há muito mais tempo desisti de salvar o mundo. Não me incomoda, mas me causa espanto a incompetência de algumas pessoas para a leitura. Toda vez que publico um texto que fuja de uma denotação rastaquera, pão pão, queijo queijo, sofro críticas ferozes, quase sempre mal educadas. Me espanta, sobretudo, a ousadia de alguns interlocutores, que opinam sobre qualquer assunto com uma desenvoltura assombrosa.

Antigamente as escolas ensinavam leitura e interpretação, acho que não ensinam mais. E a interpretação é o modo como o leitor decodifica um texto de maneira correta. Às vezes, quando vejo, acabo de introduzir uma ironia no que estou escrevendo. Uma ironia, pode ser extremamente sutil. Ou não. O leitor atento, no caso da ironia, deve entender o contrário do que está dito. É um recurso de retórica muito comum, fartamente utilizado, e que tem lá sua graça. Pois é aí que a coisa pega. A graça. Algumas pessoas são muito sisudas para perceberem que existe mais de um texto onde elas pensam haver apenas um.