Mostrando postagens com marcador Mário de Andrade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mário de Andrade. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

PROMESSA CUMPRIDA

Finalmente cumpri a promessa que há muito me fiz: 
visitar a Chácara Sapucaia e a banheira dentro da qual 
Mário de Andrade escreveu Macunaíma.



    Segundo a equipe da Chácara Sapucaia, Mário de Andrade escrevia nesta banheira à noite, quando as outras pessoas já estavam dormindo. Macunaíma teria sido elaborado em apenas seis dias, depois de uma longa pesquisa.

A Chácara Sapucaia foi muito frequentada por Mário de Andrade. Era, na época, uma fazenda e pertencia a cafeicultor Pio Lourenço Correia, um contra-parente do escritor. Depois de passar por outros proprietários, chegou às mãos do casal de professores Heleieth e Waldemar Safiotti e foi finalmente doada à Unesp que a transformou em um centro cultural.  

Menalton, Roseli, Lola e Natali.


Para saber mais sobre a Chácara Sapucaia:

Conversa com Teresa Cristina Telarolli e Maria Luísa Câmara, da Chácara Sapucaia.

Visita à Chácara Sapucaia

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

ESPIANDO POR DENTRO

A coluna ESPIANDO POR DENTRO reúne análises literárias feitas por Menalton Braff e publicadas originalmente em seu site, na página VESTIBULANDOS.

A análise  que postamos é sobre a obra "Macunaíma", de Mário de Andrade, e está baseada em observações do professor Alfredo Bosi.


Livro Analisado: Macunaíma 
Autor: 

A obra Macunaíma é o resultado de uma visão própria do momento que o Brasil vivia: a negação de nossas tradições literárias, a redescoberta da identidade brasileira em um patamar de extrema transparência e sobretudo sem o maniqueísmo romântico. É com esse intuito que o índio volta à cena. Mas agora o índio "mau selvagem", sem idealizações. Desse primitivismo modernista nasce Macunaíma. 

Não se estrutura como romance: conflito, desenvolvimento, solução. Por isso, Mário de Andrade o classificou de rapsódia, pois como nas rapsódias é constituído de quadros que se justapõem, sem que um implique o seguinte, a não ser pela necessidade de

sábado, 19 de novembro de 2016

ESPIANDO POR DENTRO

Esta coluna reúne análises literárias escritas por Menalton Baff
e publicadas originalmente em seu site
www.menalton.com.br

Livro Analisado: Contos Novos
Autor: Mário de Andrade

Contos Novos

- Nove contos de temática diversa
4 narrados em 1a. pessoa (Juca)
5 narrados em 3a. pessoa c/predom. do disc.ind.livre
  • Vestida de Preto
  • O Ladrão
  • Primeiro de Maio
  • Atrás da Catedral de Ruão
  • O Poço
  • O Peru de Natal
  • Frederico Paciência
  • Nelson
  • Tempo da Camisolinha

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

MACUNAÍMA (5)

A leitura que estamos fazendo de Macunaíma é do texto da obra abaixo:
ANDRADE, Mário de. Macunaíma. s/ed., São Paulo, Círculo do Livro, s/ data.
 
Na última postagem, a mãe de Macunaíma, para castigá-lo carrega o herói para o meio do mato e lá o deixa para que se perca.
 
Pág. 20 - "E desapareceu. Macunaíma asuntou o deserto e sentiu que ia chorar. Mas não tinha ninguém por ali, não chorou não. Criou coragem e botou o pé na estrada, tremelicando com as perninhas de arco. Vagamundou de déu em déu semana, até que topou com o Currupira moqueando carne, acompanhado do cachorro dele Papamel. E o Currupira vive no grelo do tucunzeiro e pede fumo pra gente. Macunaíma falou:
- Meu avô, dá caça pra mim comer?

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

MACUNAÍMA (3)

Jiguê deu uma coça no caçula, o herói, por desconfiar de que seu irmão mais novo andara brincando com Sofará. Mas a história segue.
Pág. 12 - "No outro dia a arraiada ainda estava acabando de trepar nas árvores, Macunaíma acordou todos, fazendo um bué medonho, que fossem! que fossem no bebedouro buscar a bicha que ele caçara!... Porém ninguém não acreditou e todos principiaram o trabalho do dia."

Por fim, a pedido de Macunaíma, Sofará, mulher
de Jiguê, é quem vai ao bebedouro e encontra a anta já morta.
Pág. 12 - "(...) Quando Jiguê chegou com a corda de curauá vazia, encontrou todos tratando da caça, ajudou. E quando foi pra repartir não deu nem um pedaço de carne pra Macunaíma, só tripas. O herói jurou vingança.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

MACUNAÍMA (1)

Mário de Andrade, um dos mentores da Semana de Arte Moderna, de 1922, classificou sua obra Macunaíma  de rapsódia, e com razão, pois a narrativa de Macunaíma é montada com lendas indígenas, com situações independentes, mas dentro de certa linha progressiva que vai do nascimento de Macunaíma, sua personagem principal, até sua morte.

Nesta verdadeira "colcha de retalhos", como são as rapsódias, o autor busca uma síntese do brasileiro, seus vícios e virtudes, mas sempre de uma forma divertida, com muito humor, com falares das principais regiões do Brasil, e sem qualquer julgamento moral.
Contrariamente ao modo romântico, que tentou colocar óculos europeus no índio (o Peri de Alencar chega a ser batizado católico), o modo de Mário de Andrade de ver o índio é com o autor de origem afro-europeia transformado em narrador com os óculos do

segunda-feira, 2 de julho de 2012

PADRÕES DA LÍNGUA | CARTA CAPITAL

Acesse a publicação original.

Em sua famosa Carta às icamiabas, um dos capítulos de seu romance (ou rapsódia) Macunaíma, o autor da carta, o próprio Macunaíma, critica o fato de se falar uma língua e se escrever em outra. A aproximação entre a arte literária e a língua das ruas era uma das bandeiras do pessoal da Semana de Arte Moderna, em 1922. Hoje, depois dos estudos linguísticos e semióticos, depois de Saussure e os outros todos que se aventuraram a falar da língua cientificamente, tenho certeza de que o autor da carta teria outra visão dos fatos.

A presença física dos falantes tem um grau de riqueza na comunicação que jamais será alcançado pela escrita, por mais que se usem recursos como os sinais diacríticos, os recursos gráficos. A voz, suas intenções, os gestos (quem disse que mão não fala?), as expressões faciais, o mover dos olhos, enfim, uma infinidade de detalhes que enriquecem o ato da comunicação oral e que não são encontrados na língua escrita representam a comunicação direta, a mais antiga e a mais rica.