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terça-feira, 28 de maio de 2013

LEITURA DO MÊS

Neste último domingo, 26/05, o grupo reuniu-se para trocar as impressões de cada um a respeito do romance Sinfonia Pastoral, de André Gide. Não houve unanimidade, é claro. Muitos dos membros do grupo, vindos da leitura de Molloy, do Beckett, se assustaram com a simplicidade e clareza do Gide, encarando isso como defeito. O Gide era um clássico, no sentido de que admirava o Classicismo e tendia para ele, mesmo sendo um escritor do Modernismo francês. A solução final do romance, ou seja, a partir do momento em que a Gertrudes começa a enxergar, também não foi bem aceita por todos, por considerarem-na uma solução romântica, mas que nos parece apenas simbólica.

Para o mês de junho, o romance escolhido foi O albatroz azul, do João Ubaldo Ribeiro. Estão todos convidados a iniciarem a leitura. "Vida, morte, renovação. Temas universais que, transportados para um Brasil cada vez mais distante no tempo, mas ainda muito presente em nós, são o eixo em torno do qual se desenrola a trama simples deste belo romance."
Vamos lá?
(CONTINUA)

terça-feira, 23 de abril de 2013

LEITURA DO MÊS

Molloy, de Samuel Beckett, foi o livro escolhido para ser lido no mês de abril.
Na primeira parte, o narrador é Molloy, que, pelo fluxo de consciência contínuo pode lembrar a Molly Bloom, do James Joyce.
O discurso é coloquial, com forte oralidade por algumas expressões que tornam o leitor interlocutor de Molloy. É uma história contada pelo protagonista ao leitor, tornado-o cúmplice do narrador.
Na segunda parte, Moran é o narrador. Ele é um agente e recebe a incumbência de investigar Molloy. Moran vive com seu filho e uma velha empregada com os quais tem relações conflitantes aos limites do absurdo. Há muito humor e ironia em ambas as partes. Moran prepara-se para partir em busca de Molloy. Mas a viagem não se inicia. Ele deve partir à meia-noite. Os motivos nunca são dados ou, pelo menos, quando dados são aparentemente ilógicos.

terça-feira, 16 de abril de 2013

LEITURA DO MÊS

Como já foi informado na semana passada, a escolha para a leitura deste mês de abril recaiu sobre o livro Molloy, de Samuel Beckett, que a editora preferiu classificar como "ficção francesa", mas sem nenhuma dúvida poderemos chamar de romance.
Molloy, o protagonista é um marginal, mas não no sentido de "criminoso", senão como um excluído da sociedade.
Ele perambula pelas ruas de uma cidade inominada, em busca da mãe, uma velha presa à sua cama. É preso, libertado por falta de acusação; sua bicicleta mata um cachorro, ele não consegue fugir da multidão vingadora, mas a dona do cachorro afirma que o estava casualmente levando para que o veterinário lhe desse uma injeção letal para acabar com seu sofrimento: a velhice. Molloy vai ajudar no enterro do cachorro.
Molloy tem uma perna dura, por isso pedala com apenas uma, levando as muletas presas à barra superior do quadro da bicicleta.
O texto não tem parágrafo e a pontuação é estilística, sem muitas concessões à gramática.

terça-feira, 9 de abril de 2013

LEITURA DO MÊS

Me desculpem os amigos que me visitam nestas páginas, porque encomendei o livro no dia 01/04 e até hoje não chegou. Enquanto espero, vou postando o que encontro na internet, principalmente no Google. Sem considerações pessoais, claro.

Molloy (Beckett, Samuel)

Molloy e Moran, dois personagens, duas histórias distintas em seus respectivos capítulos, personagens aparentemente diferentes mas que se confundem ao ponto de nos interrogarmos se não serão ambas apenas uma única personagem.

Molloy acorda no quarto que era da sua mãe, assim começa o primeiro capítulo. Numa sucessão de devaneios mentais e situações pessoais extremamente caricatas, roçando o ridiculo e o hilariante, mas perfeitamente consistentes na psicologia conturbada de Molly, este descreve num diário-monólogo uma série de situações devidamente encadeadas que sucedem na sua vida, uma sucessão de acontecimentos inverosímeis, que, por mais que o leitor tente encontrar nesses uma explicação racional, não o consegue, e acaba por se deixar envolver e até partilhar muitos dos pensamentos de Molloy, se bem que as suas acções não tenham, muitas vezes, qualquer sentido, até para ele próprio.
Molloy não se consegue explicar porque ele próprio nunca se encontra.

terça-feira, 2 de abril de 2013

LEITURA DO MÊS



 Samuel Beckett (Dublin, 13 de abril de 1906Paris, 22 de dezembro de 1989) foi um dramaturgo e escritor irlandês.
Beckett é amplamente considerado como um dos escritores mais influentes do século XX.[1] Fortemente influenciado por James Joyce, ele é considerado um dos últimos modernistas. Como inspiração para muitos escritores posteriores, ele às vezes também é considerado um dos primeiros pós-modernistas. Ele é um dos escritores fundamentais, no que Martin Esslin chamou de "Teatro do absurdo".[2] Seu trabalho tornou-se cada vez mais minimalista em sua carreira mais tarde.
Recebeu o Nobel de Literatura de 1969. Utiliza nas suas obras, traduzidas em mais de trinta línguas, uma riqueza metafórica imensa, privilegiando uma visão pessimista acerca do fenômeno humano. É considerado um dos principais autores do denominado teatro do absurdo. Sua obra mais famosa tanto no Brasil como em Portugal é a peça Esperando Godot.


Pouca gente sabe que Samuel Beckett foi também romancista, tal a força de sua dramaturgia. Mas ele próprio, o autor, considerava-se melhor romancista do que dramaturgo.
Molloy, um de seus romances, foi o livro que o grupo escolheu para a leitura do mês de abril. Existe uma edição recente da Globo.

(continua)