Mostrando postagens com marcador Ulume. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ulume. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de julho de 2012

PARÁBOLA DO CÁGADO VELHO (ÚLTIMA)


O QUE É FEITO DE MUNAKAZI?

Pág. 113 - "Luzolo conhecia aquela bebida que vinha na garrafa oferecida por Kanta. Mas não aceitou beber à noite, quando a abriram junto da fogueira, para a Muari e Mário provarem. Quem mais gostou foi a muda, que bebia e dançava, toda animada. Era a primeira prenda que a Muari recebia do seu filho Kanda, por isso fez questão em beber, mas se via que não apreciou, embora não pronunciasse nenhum juízo. Ulume ainda insistiu com Luzolo, mas depois percebeu, o filho nunca aceitaria coisa vinda das mãos do irmão."
Pág. 116 - "(...) Ulume estalou a língua e a mandou se deitar, dizendo amanhã vai nascer de novo o

sábado, 23 de junho de 2012

PARÁBOLA DO CÁGADO VELHO (18)

TUDO OUTRA VEZ?

Pág. 97 - "Depois houve de novo um período com o vazio da rotina. Meses ou anos. Quem sabe, quem os media? "
"E mujimbos contraditórios começaram a chegar"
"Mas também vinham outros a referir encontros com soldados ali perto."
"E o que temiam um dia aconteceu. Homens de verde e arma na mão desceram a encosta ocidental, com todos os cuidados da desconfiança. Revistaram os quatro kimbos do vale, não encontraram inimigos, nem uma pistola, reuniram a população, falaram eram amigos, os nossos, queriam apenas comida e saber se não tinham visto movimentações de outros soldados, o inimigo..."

sexta-feira, 22 de junho de 2012

PARÁBOLA DO CÁGADO VELHO (17)

NOTÍCIAS DE CALPE

Pág. 90 - "Passaram anos como se de meses se tratassem. Não acontecia nada. Só eles iam envelhecendo. A guerra não chegava ali, embora mutos sinais a anunciassem cada vez mais perto."
(...)
"As lavras e as nakas tinham alastrado, todo o vale era aproveitado para alimentar uma população cada vez mais numerosa.Havia quatro kimbos, muito próximos uns dos outros."

PARÁBOLA DO CÁGADO VELHO (16)

QUANDO PARECIA TUDO CAMINHANDO BEM...

Pág. 84 - "Os tempos foram passando. Uma vez e outra visitaram os pais de Munakazi e eles recusaram abandonar a sua aldeia. De novo foram assaltados por uma tropa e mais comida foi roubada. E a irmã mais nova de Munakazi foi com os soldados, a mãe dizia que fora raptada, o pai, furioso, dizia ela até foi a rir, era mesmo o que queria."

quinta-feira, 21 de junho de 2012

PARÁBOLA DO CÁGADO VELHO (15)

VALE DA PAZ

Pág. 74 - "Mande e Ana partiram logo de manhã. Também a família de Mungongo, depois do funeral, que consistiu em embrulhar o corpo numa esteira e enterrá-lo."

"- E nós quando vamos? - perguntou a Muari à noite, quando os três estavam à volta da fogueira, depois de comerem. - Amanhã partem os outros. Ficamos os três aqui sozinhos?

- Primeiro tenho de ir explicar o caso ao pai da Munakazi - disse Ulume. Virando-se para a segunda mulher: - Queres ir também ver os teus pais?
Munakazi fez um muxoxo breve e quase inaudível. Não respondeu."

quarta-feira, 20 de junho de 2012

PARÁBOLA DO CÁGADO VELHO (14)

INÍCIO DOS DESACORDOS

Pág. 64 - "Ulume e Munakazi partiram para o kimbo novo, na procura de cabritos."
"Foi uma fatigante viagem, pois o terreno era quase sempre a subir. A Munda era uma serra alta e não se entra facilmente no seu coração. O carreiro muitas vezes desaparecia por correr sobre rochedos, mas os do kimbo novo tinham tantas vezes explicado todos os acidentes, que eles acabavam sempre por encontrar o caminho mais à frente."

terça-feira, 19 de junho de 2012

PARÁBOLA DO CÁGADO VELHO (13)


ENFIM, A FELICIDADE



Pág. 56 - "Depois de saber da novidade e de marcar a data e as modalidades do casamento com o pai de Munakazi, para o que foi muito ajudado pela Muari, Ulume disse para esta, vês, a granada tinha mesmo razão. Mas chegaste a duvidar, retorquiu a mulher."

"Na primeira noite se apercebeu que Munakazi não era de facto ufeko, pois a penetração foi fácil. Pouco se importou que ela já tivesse conhecido homem, nem a interrogou sobre o assunto. E não se importou também que ela mostrasse o gozo que sentia no acto do amor, atitude contrária à tradição. Antes o encheu de vaidade, pois pela primeira vez sentia prazer de dar prazer a uma rapariga."

segunda-feira, 18 de junho de 2012

PARÁBOLA DO CÁGADO VELHO (12)

O QUE PODERIAM ESTAR PENSANDO DELE OS AMIGOS?

Pág. 49 - "De repente, Ulume descobriu que todo o kimbo estava ao corrente das suas dificuldades. Mande tinha chegado na véspera e já lhe perguntou, cúmplice, então queres casar outra vez e a rapariga não te atende."
"Entendia agora os risinhos abafados das mulheres e as conversas interrompidas dos homens quando chegava ao njango. (...) Ele e a Muari tinham demonstrado um ao outro que todos ficavam a ganhar com aquele casamento."

domingo, 17 de junho de 2012

PARÁBOLA DO CÁGADO VELHO (11)

AS AFLIÇÕES DE ULUME

Pág. 45 - "Os dias foram passando, iguais. Os que abandonaram o kimbo para criarem um novo a um dia de marcha, bem no meio da Munda, mandaram informações de que já estavam instalados, com cubatas novas. Tinha muita água, um regato ao lado, uma mata à volta, terras boas para o milho."
"Ulume pensou já ter dado tempo suficiente para Munakazi se decidir. Mas Muari não o d eixou voltar para a resposta. Sou eu que vou, estas coisas devem ser tratadas entre mulheres. (...) Ulume reconheceu as razões de Muari e lá foi ela parlamentar com a pretendida."

sábado, 16 de junho de 2012

PARÁBOLA DO CÁGADO VELHO (10)

PEDIDO FORMAL DE CASAMENTO

Pág. 38 - "O kimbo de Munakazi ficava mais afastado dos caminhos, por isso recebia muito menos visitantes incómodos. Os residentes ouviram as notícias trazidas por Ulume com inquietação. Depois de passar o mujimbo completo dos últimos acontecimentos, Ulume combinou uma conversa com o pai de Munakazi a sós, na sua residência."