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terça-feira, 17 de março de 2020

"ALÉM DO RIO DOS SINOS" ESTÁ LANÇADO EM SÃO PAULO

Em tempos de 'corona vírus', o lançamento do romance "Além do Rio dos Sinos" teve que ser online, mas isso não impediu a participação das pessoas. Pelo contrário. Teve até gente que não poderia ir ao encontro presencial e que acabou participando pela internet. É o outro lado do momento difícil que estamos vivendo. Todo mundo se juntando e se apoiando à distância.

Agradecemos a todos que participaram, e também aos que não puderam acompanhar a transmissão online, mas ficaram torcendo para dar tudo certo. A 'live' foi improvisada, teve algumas falhas técnicas, mas muita gente acompanhou e o papo rendeu mais de uma hora.

Depois da transmissão, Menalton começou a autografar os livros que foram adquiridos pelo site da Editora Reformatório até o fim da transmissão.

Quem ainda não tem o livro, pode adquiri-lo clicando aqui.


ESTAMOS EM LANÇAMENTO ONLINE ATÉ AS 20H DE HOJE

Devido ao cancelamento do lançamento presencial do romance "Além do Rio dos Sinos" na Casa Tombada, estamos em lançamento online até as 20h de hoje.

Todos aqueles que adquirirem o livro até esse horário pela loja virtual da Editora Reformatório, terão seus exemplares autografados por Menalton Braff e não pagarão frete. Aproveitem!


segunda-feira, 16 de março de 2020

ATENÇÃO! LANÇAMENTO DO NOVO ROMANCE DE BRAFF SERÁ ONLINE

Devido ao comunicado de fechamento d' A Casa Tombada - local em que aconteceria o lançamento do livro "Além do Rio dos Sinos", de Menalton Braff, por conta das orientações sobre o Covid-19 - o evento presencial foi cancelado. 

Com isso, convidamos a todos a participarem do nosso lançamento online, que começa a partir de agora, e terá transmissões ao vivo, amanhã, das 19h às 20h, no evento no Facebook (clique aqui para acessar), com participação do autor e do editor Marcelo Nocelli

Todos os livros adquiridos, em nossa loja virtual, a partir de agora, até às 20h de amanhã (17/03) serão enviados com dedicatória do autor e frete grátis para todo o Brasil.

Para adquirir seu exemplar: https://bit.ly/2vZWijS

URGENTE!

CANCELAMENTO!

O lançamento presencial do livro "Além do Rio dos Sinos", que estava marcado para amanhã, às 19h, na Casa Tombada, em São Paulo, acaba de ser cancelado.

Provavelmente teremos um lançamento online, na mesma data e horário, para os que desejarem adquirir o livro autografado. Confirmaremos mais tarde.


sábado, 14 de março de 2020

MENALTON FALA SOBRE SEU NOVO ROMANCE

A três dias do lançamento de “Além do Rio dos Sinos”, Menalton fala sobre o livro  e nos conta como foi o seu processo de criação. 

BLOG DO MENALTON: Vem aí o seu 26º livro. O que mudou, em sua escrita, desde o primeiro até hoje? A experiência torna o ato de escrever mais fácil ou o desafio aumenta a cada obra?

Acredito que eu tenha entrado numa fase de amadurecimento, principalmente no plano da expressão. Vícios que fui descobrindo e eliminando, o modo de construção frasal, tudo isso deve transparecer nos últimos livros. No meu caso, que gosto de tentar formas novas, tentar técnicas narrativas diferentes, acho que cada obra é um novo desafio. Não penso em uma progressão linear, talvez nem seja progressão, mas apenas experiências diferentes.

BLOG DO MENALTON:   Além do Rio dos Sinos tem uma relação com sua história. Foi concebido em uma viagem que você fez recentemente, junto com sua esposa Roseli, à região onde seus pais nasceram - um lugar que toda a família costumava visitar quando você era criança. O livro mostra apenas a realidade da região ou traz também memórias de sua infância? É possível separar as duas coisas?

Não, não é possível separar. A viagem recente foi rápida e mal visitamos duas, três casas, o resto foi a impressão causada pela paisagem agreste. A história, as personagens, as atividades tudo isso foi invenção, mas toda invenção parte de uma realidade, então mistura-se  memória e imaginação e se tem o texto.

BLOG DO MENALTON:  Você diz, na sinopse que escreveu para o blog, que em suas conversas com moradores da região retratada no livro não havia literatura, "apenas vida, sangue, sofrimento, às vezes superação". Em que momento as vivências experimentadas nessa viagem e as impressões formadas nesses contatos começaram a se converter em literatura?

A literatura começou a nascer a partir do momento em que saímos do ambiente. As pessoas, os morros, as culturas que deixamos lá refugiaram-se na memória e da memória se transferiram para palavras. Nunca esquecendo, é claro, que literatura não é feita de coisas senão de palavras. O modo de construir o passado, ou a realidade passada, é um cozimento lento que muitas vezes se afasta de uma realidade física para se transformar em uma realidade discursiva.

BLOG DO MENALTON: Você disse também que o romance se passa em "uma região sem mídia, a que o ufanismo gauchesco simplesmente vira as costas. Aquilo que se costuma esconder debaixo do tapete". Ao escrever Além do Rio dos Sinos , você teve um propósito político de denunciar esse estado de coisas?

Bem, esse é um assunto um tanto polêmico, porque em primeiro lugar eu quis fazer arte, ocorre é que não existe a palavra oca, não-significativa. Toda arte dispõe de um suporte material que queiramos ou não são políticos. Eu quis fazer arte, mas sou um animal político, não consigo fazer a arte pela arte, apesar de toda simpatia que alimento pelo parnasianismo, mas tenho a impressão de que teoricamente eles cometiam o erro de achar que seus poemas não tinham nada de política. Isso é uma falácia. Eu não diria que pretendi com o romance fazer uma denúncia, antes disso, eu quis mostrar uma realidadeexistente e pouco conhecida. 

BLOG DO MENALTON: Assim como nos seus outros romances, ou pelo menos na maioria deles, o enredo central gira em torno de conflitos pessoais. Em Além do Rio dos Sinos, "uma mulher busca viver em paz para sustentar, mesmo que precariamente, seus filhos". Como nasceu esse personagem? Algumas das situações vividas por essa mulher já habitavam sua memória de infância ou foram apreendidos durante a viagem?

Na verdade o tema me tenta desde muito tempo. Já tinha tentado outras vezes, mas acho que fui sempre mal sucedido, que é o tema da auto-punição. Claro que permeiam o texto outros sub-temas, mas o que mais me satisfazia era tratar de uma personagem que comete um erro e depois se pune com violência desmedida. Um dos sub-temas, apenas para exemplificar, é o contraste entre várzea e morro, isto é, os fatores geográficos como determinantes do nível socioeconômico das pessoas. Sem o determinismo naturalista, mas como uma verdade relativa. 

terça-feira, 3 de março de 2020

ALÉM DO RIO DOS SINOS SERÁ LANÇADO EM SÃO PAULO, NO DIA 17

A primeira sessão de autógrafos do romance "Além do Rio dos Sinos" já está marcado para o dia 17, em São Paulo. Breve informaremos horário e local.

"Além do Rio dos Sinos" é o 26º de Menalton Braff e está saindo do prelo pela Editora Reformatório.

A seguir, apresentemos a sinopse:

SINOPSE

O romance Além do rio dos Sinos foi concebido em uma viagem que minha mulher, a Roseli, e eu empreendemos à terra em que nasceram meus pais e que, na infância, visitávamos com frequência. Ouvi muitas histórias sem intenção de receptor tampouco do emissor. Não havia literatura em nossas conversas, apenas vida, sangue, sofrimento, às vezes superação.

O espaço é o que se pode chamar de o Rio Grande do Sul profundo, uma região pobre, habitada por pessoas rígidas, quase empedradas como empedrados são os morros íngremes da região. Pecuária ali não existe, agricultura é quase impossível, mas aquela gente sobrevive com o pouco que arranca da terra no estreito intervalo entre as rochas gigantescas.

O sonho de muito montanhês é conquistar recursos para descer à várzea, que também não é grande coisa, contudo infinitamente melhor que os morros em que vegetam. É uma região esquecida, ninguém fora dali conhece a dureza daquele povo, que teima em sobreviver. Uma região sem mídia porque sem glamour. Uma região a que o ufanismo gauchesco simplesmente vira as costas. Aquilo que se costuma esconder debaixo do tapete.

Mas o romance, mesmo tendo tal cenário, é um romance de conflitos pessoais, em que uma mulher busca pelo autoflagelo viver em paz para sustentar, mesmo que precariamente, seus filhos, que não se conformam com a vida lá no alto, perto das nuvens, mas só vão procurar solução ao atingirem a idade necessária para isso. 

sábado, 29 de fevereiro de 2020

UMA DEGUSTAÇÃO DO NOVO ROMANCE DE BRAFF

Falta pouco para a lançamento do novo romance de Menaton Braff, "Além do Rio dos Sinos" pela Editora Reformatório. 

Para você ter uma ideia do que vem por aí, postamos, a seguir, um pequeno fragmento. Boa degustação!

Além do Rio dos Sinos  (fragmento)




O vento, de repente, dá uma rabanada na mudança de direção, e a mulher tem de enxugar com a palma da mão os respingos do rosto. O marido, ocupado na condução dos bois de volta ao meio da estrada, olha de viés para Florinda e supõe que ela esteja mais uma vez chorando. A mulher intui a irritação do marido, seu rosto duro, pois sente-se ele provavelmente acusado pelo que considera as lágrimas da esposa. A decisão de vir morar no alto do morro do Caipora tinha sido tomada depois de muita briga, muito choro, diversas ameaças. Fora uma decisão arrancada com alguma violência. Que outra solução, hein? Houve momentos em que os berros de Florinda diziam que ela preferia morrer a se mudar para aquela beirada de inferno, apenas suposto e às vezes descrito por Nicanor, nunca, porém, imaginado tão feio como agora podia ver.
E ele, com voz muito áspera:
− Tu vai começar tudo de novo?!


PRIMEIRA PARTE

Difícil reconhecer na cara triste do dia o ponto, o tanto, o quanto dele resta. Por causa do chuvisqueiro em que haviam penetrado manhã a meio e que parece ainda agora a dissolução do céu que, renitente, se asperge sobre a terra. Principalmente por cima dos morros em cujos cumes jazem as nuvens. Morros montanhas, escuros, tenebrosos.
Uma pata larga resvala coisa de oitenta centímetros: sulco longo, o mundo marcado. O boi brasino, sem outro nome além do pelo, se ajoelha e arrasta uma braça o hosco seu companheiro, que, pescoço torto a ponto de um gemido, se firma nas quatro patas cravadas no barro e bufa querendo saber, aquele peso, a carreta chacoalha e um dos meninos resmunga. É a hora que Florinda desce os olhos pela vertente do morro mais próximo e examina o interior escuro da carreta. Só olha e pouco vê debaixo da tolda. O chuvisqueiro arranca brilhos escuros das folhas das árvores mais próximas e molha aquelas encostas por onde se vai ao céu. O chuvisqueiro.
Ao virar a cabeça outra vez para a frente, para o mais claro, e encarar a tamanha altura, sente medo de que o alto cume se despenhe por cima da carreta, e reage subitamente encolhendo-se um pouco e mantendo os músculos retesados. O medo. É com raiva que volta a olhar para o alto. Com toda sua raiva. Olha com sentimento de desafio. Então vê uma testa enrugada, as sobrancelhas erguidas, a carantonha aterradora do morro. Uma coisa grandiosa a espreita e ameaça. Desvia os olhos para a estrada a sua frente, as mãos suadas. A antipatia nascida das palavras de Nicanor agora cresce ilimitada com a visão aguada dos morros.
Há muito tinham deixado o Angico para trás, encolhido pelo chuvisco. Debaixo. Percorreram os três quilômetros de casas esparsas na beira da estrada sem uma única palavra. Foi aqui, ela pensou. O passado chegando em forma de notícia. Expulsos da roça pelo chuvisqueiro, homens debaixo de seus chapéus vêm à porta das bodegas com os cálices na mão para se interrogarem sobre uma carreta toldada, quem é que é?, quem é que pode ser?

[...]

− Tu vai começar tudo de novo?!
Em sua voz trovejam ameaças de quem tem o futuro preso entre os dedos, senhor dos destinos. Florinda demora-se um pouco para responder. “Tudo”, uma palavra tão ampla quanto vazia, ela agora vai preenchendo com as brigas do casal, sua recusa de sair aventurando-se por aí para seguir um marido, suas várias recusas, todas muito enfáticas, de se mudar para o alto de um morro apenas conhecido pelas descrições de Nicanor, imaginado como um inferno rente ao céu pela dureza das palavras com que o marido se referia ao lugar onde tinha nascido. Ela sente raiva na pergunta do marido e lhe devolve em ressentimento, além de uma vontade imensa de agredi-lo, sua resposta. Começar o quê? A sensação de estar sendo arrastada por esta mão bruta pelo barro da estrada lodosa sem qualquer possibilidade de retorno, como uma praga, um castigo, com destino marcado, essa sensação, desde a morte do pai, jamais deixara de sentir. Se estava pagando por atos passados, continuaria a pagar até a última gota de vida. Para tanto estava com o coração petrificado.
− E a pior coisa é essa asnice de achar que eu estou chorando. Já chorei tudo que tinha de chorar. Deixei minhas lágrimas na terra que foi do meu pai. Agora a fonte secou. Nunca mais tu vai ver lágrima descendo pelo meu rosto. Então não vê que foi a chuva que me molhou? Por que tanta asnice assim?
A voz de Florinda sobe como do estômago por canal apertado e áspero e não sai pela boca, mas da boca vai caindo aos pedaços.
Zuleide, acomodada sobre um pelego entre dois sacos, solta o berreiro da fome e a mãe, muito brusca, abandona o banco e engatinha por cima de objetos e filhos até a criança. Ainda bem, pensa a mãe enquanto descobre o peito. Ainda bem, porque Nicanor dava sinais de querer continuar a discussão.
A boquinha aberta, a cabeça agitada, não há necessidade de luz para que a menina encontre o mamilo para sugar-lhe a seiva. Percebendo a proximidade da mãe, Breno, o filho de seis anos com voz chorosa, se queixa de fome. Espera tua vez, meu filho. Não posso fazer tudo ao mesmo tempo. O embalo de ritmo irregular da carreta prossegue e o menino dá a impressão de ter adormecido.
Da posição em que se pôs para amamentar a filha, Florinda pode atravessar com os olhos uma fresta na tolda que protege a traseira da carreta e divisa o cavalo baio que, preso pelo cabresto, segue a passo moroso o andamento dos bois. Seu lombo molhado, as orelhas murchas. Ele, esse cavalo, fez parte dos acertos de contas, somado a outras coisas, umas migalhas, e algum dinheiro. Pouco dinheiro. Um velhaco ganancioso, aquele seu irmão. Que sua vida seja para sempre um inferno. A mãe se esforça por não se irritar ainda mais com aquilo, pois leite de mãe irritada causa dor de barriga na criança. Não é assim? Prefere olhar para cima, procurando furos na lona da tolda. Mas depois de descobrir uns dois ou três sem tamanho que preocupe, ela se cansa e se volta para a filha, que parece insaciável. Por fim, vencida pela impaciência, e com voz abafada que mal chega aos ouvidos de Nicanor:
− Ainda falta muito, Nicanor? As crianças não aguentam mais.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

O NOVO ROMANCE DO MENALTON ESTÁ CHEGANDO

De vez em quando é bom lembrar: o novo romance de Menalton Braff, "Além do Rio dos Sinos", está no prelo pela Editora Reformatório e não deve demorar muito para chegar às livrarias.

Enquanto isso não acontece, vamos postando aqui no blog alguns algumas amostras para vocês terem as primeiras impressões sobre livro. Hoje é a vez da orelha, que já foi publicada anteriormente, mas resolvemos repetir para quem ainda não leu.

Muita pedra no caminho


Além do Rio dos Sinos, novo romance de Menalton Braff, revela um Brasil profundo, obscuro, esquecido, ignorado pelos viventes das grandes cidades, cuja trepidação fremente invade os noticiários televisivos, que sobrevivem de tragédias e sangue. O espaço onde se desenrola o enredo é o Vale do Rio dos Sinos, lugar em que se dá o embate morro x várzea, cerne dos conflitos dessa narrativa prenhe de infortúnios silenciosos, não menos trágicos, todavia, do que aqueles que estampam as primeiras páginas dos jornais.

A luta inglória dos solitários habitantes do morro infértil, cravado de pedras, e o sonho de habitar a várzea, menos inóspita àqueles que tiram da terra a sobrevivência, permeiam a vida dos protagonistas – Nicanor e Florinda. Ele, órfão ainda jovem, nenhum estudo, ambicioso, fraco, dono do Morro do
Caipora, que herdou da família morta, submete-se ao assédio e ao poder dos mais ricos; ela, filha de fazendeiro, órfã de mãe, encarna força e coragem para quebrar tradições morais e sociais, apesar de viver num mundo patriarcal.

Estruturado em dois planos temporais, da Segunda Guerra Mundial à Ditadura Militar do Brasil, passado e presente correm paralelos até convergirem numa única estrada que leva o leitor a desbravar os mesmos caminhos e percalços trilhados por Florinda e Nicanor: as agruras da natureza, a criação dos filhos, o contato diário (quase humano) com os animais.

Nesse Vale perdido no mapa e no tempo, o autor constrói um microcosmo no qual o leitor mergulha embalado pela oralidade e poeticidade da linguagem: podem-se ouvir o uivo do vento no morro e o som cantante das pedras do Rio dos Sinos. Braff não escapa de suas descrições extremamente cromáticas, para deleite de quem o lê desde À sombra do cipreste, vai além, enriquecendo o tecido narrativo com rico vocabulário do interior gaúcho.

Amor, ódio, traição, vingança, rancor, morte são temas candentes que se articulam – trágica e poeticamente – neste Além do Rio dos Sinos, de onde desponta, sobretudo, a força de uma mulher que ousou comandar sozinha a rédea de seu destino.


sábado, 14 de dezembro de 2019

LANÇAMENTO EM RIBEIRÃO

Ribeirão Preto foi a primeira cidade brasileira a sediar uma noite de autógrafos do livro "Quincasblog: Meus Encontros",do embaixador Lauro Moreira. O evento foi realizado ontem, na sala Meira Júnior, do Teatro Pedro II.

Os escritores Menalton Braff, Alfredo Rossetti e Luz Fernando Valadares participaram do evento como convidados, comentando o livro e episódios da vida do autor.

O lançamento contou, ainda com uma apresentação do Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica  de Ribeirão Preto e com a leitura, por parte do próprio Lauro Moreira, de uma das crônicas do livro crônica sobre o Brasil e os brasileiros.

O livro "Quincasblog: Meus Encontros" havia sido lançado em 25 de novembro no Grêmio Literário, em Lisboa, com apresentação do crítico literário Antônio Waldemar e do escritor Mário Máximo.



quinta-feira, 6 de junho de 2019

O 'AMOR PASSAGEIRO' EM PONTAL

Será amanhã, das 19h30 às 21h30, o encontro de alunos e familiares do Colégio SER COC, de Pontal, com Menalton Braff. 

Além da palestra do escritor sobre sua obra, haverá noite de autógrafos do seu mais recente livro de contos Amor passageiro, lanado este ano pela Editora Reformatório.

Durante o encontro, o professor Osvaldo Félix discursará sobre o tema "Amor".

terça-feira, 21 de maio de 2019

REFORMATÓRIO LANÇA LIVRO DE CONTOS DE JOAQUIM MARIA BOTELHO

"Lá dentro" é o título do volume de contos que o escritor e crítico literário Joaquim maria Botelho vai autografar amanhã, das 19 às 22h, na Livraria Martins Fontes Paulista. A edição é da Editora Reformatório.


Joaquim Maria Botelho é Jornalista, especialista em Jornalismo Internacional, mestre em Crítica Literária e palestrante. Trabalhou em revistas, jornal, emissoras de televisão e empresas privadas, sempre no âmbito do Jornalismo e Comunicação. Foi professor da Universidade de Taubaté e presidiu a UBE – União Brasileira de Escritores entre 2010 e 2015. É autor de diversos livros técnicos e biografias, entre outros, publicou os romances O Livro de Rovana (2016) e Costelas de Heitor Batalha (2015). Vive, há mais de 40 anos, de contar histórias de gente que enfrentou o inusitado, o incomum, ou mesmo que passou a existência dentro do comum e do cotidiano repetido, lá fora.

Para para saber um pouco sobre o livro, leia a orelha escrita por Sanatna Filho e para confirmar presença, clique no link abaixo.

Evento no Facebook

Orelha

Estamos diante de um caleidoscópio de imagens e palavras, temos muito o que espiar por aqui. Não se poderia afirmar com certeza se Joaquim Maria Botelho está revelando, insinuando, tecendo uma tarrafa de existências ou simplesmente fazendo girar o caleidoscópio onde se erguem, para em seguida se fragmentar em entrelinhas, as letras das narrativas, o suor, e todas as imagens. Alguns destes acontecimentos se dão em varandas, quintais, campos a céu aberto, subterrâneos da terra, a zona rural. Digamos que ele esteja sentado em cadeira de balanço no alpendre, espiando da grande janela de madeira ou digitando em máquina de última geração, mas sempre estará na vertente por onde a vida passa, a letra alfa de suas observações. Acomete-nos, em sua voz, nas páginas, a serração, alguma florada, insurreições de lama, fadas, uns bichos, calamidades de amores e mortes, tudo muito próximo do barro, sim, porque é na argila que Joaquim foi encontrar a gema deste movimento. É certo que utiliza o olhar pródigo em vasculhar cada escaninho do que encontra lá fora – e Joaquim é errante – porém o faz, não para registrar os acontecimentos apenas, fazer correr a notícia à moda dos que se querem correios ou se concedem asas de metal. Antes, este contador todo orgânico utiliza-se do lá fora para revelar o que de mais furtivo se encontra aqui dentro – e o prioriza –, por isso nomeou assim o conjunto das narrativas recheadas de acontecimentos exteriores. E o faz, valendo-se do imenso arsenal do seu léxico, porque Joaquim conhece muitas palavras, e as toma nas mãos, esbarrando diante delas, fixo nas moléculas da água. Entretanto, numa subversão apenas possível para quem modela com exatidão e calma, as utiliza para atingir a única matéria que elas não conseguem alcançar sem este firme comando: a própria alma.

quinta-feira, 21 de março de 2019

"AMOR PASSAGEIRO" ESTÁ LANÇADO EM SERRANA


Agradecemos a todos que compareceram ontem à Fundação Cultural de Serrana para o lançamento do livro "Amor passageiro".

Além da importante presença dos amigos, a noite contou com uma linda apresentação do Coral Adulto da Fundação. Agradecemos à Fundação, ao maestro e a todos os integrantes do coral.

Agradecemos, ainda, àqueles que não puderam participar do lançamento, mas ficaram torcendo de longe.

Vejam, a seguir, algumas imagens do evento.





























terça-feira, 19 de março de 2019

É AMANHÃ!

Já convidamos todo mundo, mas não custa lembrar!

Amanhã tem lançamento do livro "Amor passageiro" na Fundação Cultural de Serrana.

Confirme aqui a sua presença.



sábado, 16 de março de 2019

FALTAM APENAS QUATRO DIAS!

Será na próxima quarta-feira o lançamento em Serrana  do livro de contos "Amor passageiro", lançado pela Editora Reformatório.

Enquanto aguarda o lançamento, leia resenha publicada originalmente na revista "Literatura & Fechadura".

Foto: Editora Reformatório
E aproveite para confirmar sua presença aqui.

Livro de contos Amor passageiro tensiona as relações nem sempre causais do afeto pelo outro


(Fernando Andrade*)

A geometria do amor não seria coisa para maestros nem um mote de maestria. Calvino em seu livro de contos Amores Difíceis, não chegou a tirar a raiz quadrada de uma relação amorosa, mas através de sua lente sempre potencial: a literatura era para ele, um campo de possibilidades infinitas, ora matemáticas, Cidades invisíveis, ora filosóficas como seu outro livro, Palomar. Ele analiticamente prescrutava o humano diante do jogo combinatório da troca relacional, como se chega ao outro? um lance de dados? ou um lance de xadrez?

Para um amor um tanto custoso aqui não temos balanço para monetarizar nada, mas aquela posição de levante – levar à diante uma situação boa ou ruim?

Lendo o novo livro do escritor Menalton Braff, Amor Passageiro, editora Reformatório, puxei o gatilho da memória para tantos livros que amaciavam esta questão tanto de cunho literário de chegar no livro, pois ele também é um objeto do desejo, e assim está passível, de tropeções, pecadilhos, embaraços de leitura e livro. Aqui faço uma laço não de fita, de afeto, que Menalton escreve com o espelho retrovisor poético, aquela relação entre miasmas do passado-presente ainda colados um ao outro, que nada são que uma relação experiencial com o outro pelo tempo. E sim, basta, olhar para uma pequena greta, onde se deixam ações esquecidas ainda sim, agentes de porvires que vemos seus

sábado, 9 de março de 2019

NÃO CUSTA LEMBRAR

Faltam apenas onze dias para o lançamento de "Amor passageiro" em Serrana.
Você já sabe que é nosso convidado. 
Para confirmar presença, clique aqui.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

VOCÊ É NOSSO CONVIDADO!

Já havíamos anunciado aqui a data do próximo lançamento do livro "Amor passageiro", de Menalton Braff. 

Agora estamos oficializando o convite.







sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

"AMOR PASSAGEIRO"' ESTÁ LANÇADO EM SÃO PAULO



Agradecemos a todos os amigos e escritores que compareceram ontem ao lançamento, em São Paulo, do livro "Amor passageiro", de Menalton Braff, lançado pela Editora Reformatório.

A noite de autógrafos foi realizada na Livraria Zaccara, no bairro de Perdizes. Foi um reencontro de amigos e acabou ultrapassando, em muito, o horário previsto para o encerramento.