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quinta-feira, 18 de abril de 2019

ENCONTRO COM JOVENS ESTUDANTES EM SERRANA

Ontem foi dia de conversar sobre Literatura com os jovens da Etec Ângelo Cavalheiro, em Serrana. O auditório estava lotado. Eram mais de 300 pessoas.

Além dos estudantes, estiveram presentes o secretário de Educação do município Fernando Cotrim e a equipe da escola, entre os quais o coordenador Cristiano e a professora Bárbara.








sábado, 16 de março de 2019

FALTAM APENAS QUATRO DIAS!

Será na próxima quarta-feira o lançamento em Serrana  do livro de contos "Amor passageiro", lançado pela Editora Reformatório.

Enquanto aguarda o lançamento, leia resenha publicada originalmente na revista "Literatura & Fechadura".

Foto: Editora Reformatório
E aproveite para confirmar sua presença aqui.

Livro de contos Amor passageiro tensiona as relações nem sempre causais do afeto pelo outro


(Fernando Andrade*)

A geometria do amor não seria coisa para maestros nem um mote de maestria. Calvino em seu livro de contos Amores Difíceis, não chegou a tirar a raiz quadrada de uma relação amorosa, mas através de sua lente sempre potencial: a literatura era para ele, um campo de possibilidades infinitas, ora matemáticas, Cidades invisíveis, ora filosóficas como seu outro livro, Palomar. Ele analiticamente prescrutava o humano diante do jogo combinatório da troca relacional, como se chega ao outro? um lance de dados? ou um lance de xadrez?

Para um amor um tanto custoso aqui não temos balanço para monetarizar nada, mas aquela posição de levante – levar à diante uma situação boa ou ruim?

Lendo o novo livro do escritor Menalton Braff, Amor Passageiro, editora Reformatório, puxei o gatilho da memória para tantos livros que amaciavam esta questão tanto de cunho literário de chegar no livro, pois ele também é um objeto do desejo, e assim está passível, de tropeções, pecadilhos, embaraços de leitura e livro. Aqui faço uma laço não de fita, de afeto, que Menalton escreve com o espelho retrovisor poético, aquela relação entre miasmas do passado-presente ainda colados um ao outro, que nada são que uma relação experiencial com o outro pelo tempo. E sim, basta, olhar para uma pequena greta, onde se deixam ações esquecidas ainda sim, agentes de porvires que vemos seus

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

VOCÊ É NOSSO CONVIDADO!

Já havíamos anunciado aqui a data do próximo lançamento do livro "Amor passageiro", de Menalton Braff. 

Agora estamos oficializando o convite.







terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

ANOTE NA AGENDA!

O próximo lanamento do livro "Amor passageiro", de Menalton Braff, será em Serrana. Anote na
agenda!!!

A noite de autógrafos está marcada para o dia 20 de março, na Fundação Cultural de Serrana, no período das 19h, às 21h30.

Você é nosso convidado!

"Amor passageiro" foi editado pela Reformatório e está à venda nos seguintes locais:

ONDE ENCONTRAR O LIVRO:
Loja virtual da Editora Reformatório
Loja física da livraria PARALER

Conheça um pouco desse livro que é o 25º de Menalton Braff, lendo, antecipadamente, um de seus contos:

Um caso de paixão

As perguntas assim como o doutor faz são irrelevantes, porque seguem um padrão. Com minhas 
respostas, o senhor não vai ficar sabendo muito de mim e de minhas razões para o crime que cometi. Melhor ligar um gravador para eu prestar meu depoimento, livre, corrido, de acordo com meu pensamento. Ah, já está ligado? Sei muito bem o que significa amor incestuoso, como sei também que a sociedade o recrimina, a lei o criminaliza e as religiões, todas elas, repudiam-no por ser pecado, apesar de que os filhos de Adão e Eva tiveram de fornicar para o crescimento da humanidade, não é mesmo, doutor? Pois de tudo isso eu sei, mas quem manda em mim é meu corpo, e o que me vem de fora não me abate: minha regência sou eu mesma. Algum problema com o gravador, doutor? Ah, não! Mas o senhor mexeu nele. Só o volume, então?! Bem, se o doutor não se importa, eu gostaria que fechasse aquela cortina ali atrás, porque o sol bate no vidro do armário e o reflexo me atrapalha a visão. Sim, muito obrigada. Então, tive o Ernesto com quinze anos de idade, e meu noivo, na época, devia andar futricando a vida de alguma outra adolescente neste largo mundo que ninguém podia imaginar onde fosse. Não, foi logo que eu falei da minha gravidez. Já no dia seguinte não apareceu.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

"NOITE ADENTRO" - LANÇAMENTO

Já estão programadas três noites de autógrafo do romance
"Noite Adentro", de Menalton Braff.

Coloque na agenda:



SINOPSE:

Noite adentro é o livro que encerra a trilogia "Tempos fugit", iniciada com "Tapete de silêncio" (Global, 2011) e sequenciada por Pouso do Sossego (Global, 2014). Neste novo romance, composto por dois planos narrativos, um em primeira pessoa e outra na terceira, Menalton adota a forma certeira para emanar a atmosfera de suspense e de dilemas humanos que compõe a chave narrativa do livro.

Num dos planos, Sophia expressa o alumbramento que tinge a experiência de conhecer seu pai, agora homem livre após vinte anos encerrado na prisão. Com tanta distância e tanto silêncio, há muito a ser

terça-feira, 11 de abril de 2017

PÉ NA ESTRADA

Olá, pessoal,                                                                                                                                    
No dia 25 de abril, estarei visitando novamente a ETEC Ângelo Cavalheiro, em Serrana, para conversar com alunos do Ensino Médio que se preparam para o Vestibular. Nosso assunto, desta vez, será o romance Iracema, de José de Alencar. O encontro terá início às 18h na Biblioteca da escola.

Só para não gerar confusão: o encontro havia sido marcado inicialmente para dia 14, depois para dia 17 e finalmente foi transferido para dia 25.

terça-feira, 28 de março de 2017

ENTREVISTAS QUE VOCÊ NÃO LEU

Às vezes nos enviavam entrevistas de Menalton Braff feitas há vários anos e não sabíamos o que fazer com elas, já que em geral estão desatualizadas em muios pontos. Por outro lado, percebemos que essas entrevistas trazem referências interessantes sobre o momento cultural como um todo e sobre a fase profissional que Menalton estava vivendo quando foram produzidas. Então decidimos criar uma coluna especial para divulgá-las e vamos aproveitar o espaço para reprisar entrevistas já postadas aqui no blog.

O que todas têm em comum é o fato de sua publicação original ter ocorrido pelo menos dois anos antes da postagem nesta coluna e de provavelmente ainda não terem sido lidas pela maioria de nossos seguidores atuais.

A entrevista de hoje foi concedida a Rui de Lucca Trizóglio, da Tribuna da Região, de Serrana, em 29 de janeiro de 2007.

Entrevista com o escritor de Serrana, Menalton Braff                               
                                                                                    
Resolvi desta vez, oferecer neste espaço algo diferente para você, internauta, entrevistando um escritor que admiro bastante. Trata-se de Menalton Braff. Ele vive atualmente na cidade de Serrana, bem perto de Ribeirão Preto, publicou romances e livros de contos, ganhando, inclusive, no ano de 2000, o Prêmio Jabuti na categoria "Livro de Ficção do Ano" com seu livro de contos “À sombra do cipestre”. Aqui você encontra as preferências e opiniões acerca de temas artísticos e literários. Acompanhem a seguir a entrevista.         

Rui de Lucca Trizóglio - O senhor ganhou o prêmio Jabuti em 2000 na categoria "Livro de ficção do ano". Qual a sensação de ganhar o maior prêmio nacional de literatura? Sinceramente, antes eu

sábado, 18 de março de 2017

BATE-PAPO SOBRE LITERATURA

Na última sexta-feira, 17/03/17, nos reunimos na biblioteca da ETEC Ângelo Cavalheiro, em Serrana para discutir e analisar o romance Vidas secas, que está na lista da Fuvest. Os alunos do Ensino Médio compareceram e demonstraram já ter lido o livro (análise nenhuma substitui a leitura), mas havia aspectos do romance que não são apreendidos pelo leitor menos experiente, ocasião em que a colaboração deste ex-professor deve ter sido de alguma utilidade. Ei-los:

Leitura de um trecho de Vidas secas exemplificando o discurso indireto-livre

Alunos da ETEC Ângelo Cavalheiro preparando-se para o vestibular

Vidas secas é o assunto. Apaixonante
Depois de uma hora e meia, a pose

Eles disseram que tinham lido o livro e eu acreditei.
Hora da alegria
Com a Professora Bárbara Franco, que me proporcionou esse contato com seus alunos

segunda-feira, 13 de março de 2017

PÉ NA ESTRADA


No dia 17 de março, uma sexta-feira, a partir das 18h,  vou falar para alunos da Escola Técnica Ângelo Cavalheiro - Serrana.       
                                                 
O público serão alunos do Ensino Médio que pretendem prestar vestibular. O assunto será uma análise da magistral obra de Graciliano Ramos, Vidas secas. O convite foi feito pela professora Bárbara Franco, a quem desde já agradeço.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

PÉ NA ESTRADA

Pois é, pessoal, estou de viagem marcada para o Neusa, colégio de Serrana, onde haverá um encontro entre professores e alunos para falar sobre o À sombra do cipreste, na Sala de Leitura Menalton Braff, coordenada pela Vanessa Gomes.
Vai ser no dia 25/11, às 13h30.

terça-feira, 26 de julho de 2016

PÉ NA ESTRADA

 Olá, pessoal, no dia 30/07 (sábado) a partir das 18h estaremos nas instalações  do CECAC, em Serrana.
Haverá exposição do livro O peso da gravata e outros contos, com sessão de autógrafos, um café para todos, em seguida a dramatização de um dos contos do livro (fizeram segredo para o autor, que ainda não sabe qual vai ser).
E para finalizar a noitada, haverá um bate papo aberto para quem quiser participar.
A Biblioteca Livre, mantida pelo grupo, esparrama livro por todo o ambiente onde se localiza sua sede.
Na foto, um exemplo.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

RODA DE CONVERSA

Amanhã tem encontro com a garotada da EE Deputado José Costa, em Serrana.  
O tema da conversa é o livro Gambito, lançado em 2005 pela Edições SM.
Fiquem de olho que depois vamos contar tudo que rolou.


domingo, 24 de maio de 2015

LANÇAMENTO DE POUSO DO SOSSEGO NO CECAC, EM SERRANA - UMA NOITE E TANTO COM LITERATURA E MÚSICA

Na última sexta-feira, Pouso do Sossego 
foi lançado em Serrana, 
no Centro de Cultura e Ativismo Caipira (CECAC). 
Além da noite de autógrafos, 
teve bate-papo 
com Menalton Braff 
e show de blues. 










segunda-feira, 7 de abril de 2014

PÉ NA ESTRADA



Hoje, 7 de abril, estive no Colégio Época Positivo de Serrana, a convite da professora Ana Paula, agachada ao lado da mesa, para conversar com os alunos do 7º ano, que leram meu romance juvenil Antes da meia-noite, que tive o prazer de autografar para eles.

A conversa foi muito interessante, com perguntas e observações bastante inteligentes.
Volto amanhã.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

PÉ NA ESTRADA


No próximo dia 26, quinta-feira, às 13h30 vou conversar com os alunos dos 6º e 7º anos,  da #EE Profa. Neusa Maria do Bem, aqui de Serrana. Os alunos leram meus livros infantis Mirinda e Gambito. A conversa vai ser na Sala de Leitura, da escola, a cuja inauguração compareci.
O convite me foi feita pela Profa. Vanessa, coordenadora da Sala. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

PÉ NA ESTRADA


Em maio deste ano estive conversando com alunos do 8º ano na Escola Época Positivo, de Serrana.

Pois agora volto para conversar com alunos de mais duas classes de 8º ano, que leram meu Antes da meia-noite.
O convite me foi feito pela professora Ana Paula, de língua portuguesa.
O encontro se dará na próxima sexta-feira, dia 13/09/2013, a partir das 9h30min. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

PÉ NA ESTRADA

No dia 9 de maio, às 10 da manhã, vou à Escola Época Positivo de Serrana para conversar com os alunos da professora Ana Paula, que leram A esperança por um fio.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

UM FINAL

Meu romance juvenil tem um final aberto, o que provoca a indignação de muitos jovens acostumados com tudo pronto, espaços todos fechados. Essa indignação estava entre os efeitos pretendidos.

Pois bem, uma série (9º ano) da Escola Época-Positivo, de Serrana, leu o livro, e por proposta da professora Ana Paula, quem não estivesse satisfeito com o final que criasse um. A Natália Urenha, uma das alunas, com vocação para narradora, como verão, me mandou seu final, que segue abaixo.


O abrir de olhos
Peguei o gol mesmo, o caminho era curto, acredito que não terá polícia no caminho e segui até a rodoviária. Minha mãe entrou sorrindo no gol, nem uma daquelas broncas ela me deu. No caminho, foi logo dizendo:

- Artur, vamos a São Paulo nesse final de semana, seu pai vai começar a fisioterapia semana que vem, o médico fará alguns exames nele essa semana e disse que seria bom uma visita e nas seções da fisioterapia seria necessária nossa presença.
Não conseguia dar uma resposta a minha mãe, eu apenas sorria. O suor escorria na minha testa e me incomodava um pouco, todos aqueles pensamentos e o suor frio iam parando depois de receber a notícia, não estava acreditando, Eu ia ver meu pai, cara ! só consegui dizer:


-Claro, mãe, claro. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

HÁ DIAS QUE NEM SEI | REVISTA BULA


Havia questões familiares envolvidas em nossa decisão de fugir de São Paulo. Familiares algumas, sanitárias outras. A Capital já era, então (1987), uma cidade estressante. Trânsito, rumor, poluição, violência. A qualidade de vida despencava para patamares inaceitáveis. Vistas ardendo, sistema respiratório comprometido, o medo permanente. Era fácil intuir que se tratava de um processo irreversível.

Um dia, depois de um incidente de trânsito, finalmente decidimos: Aqui não se vive mais. Xingado sem ter culpa, jurei que passaria por cima daquele carro ali ao lado para esmagar sua ocupante. Há ofensas que não podem ser aceitas sem revide, talvez com alguma violência. Era o que eu pensava até o trânsito fluir novamente. Parti para cima sem muita agilidade porque meu carro era velho. Durante dez quilômetros a avenida 23 de Maio assistiu à nossa corrida imaginando tratar-se de alguma competição. Perdi de vista minha vítima e estacionei numa rua sossegada. Braços e pernas tremiam, meu coração dava pancadas nas paredes do meu peito, os olhos ardiam. Alguns minutos mais tarde a civilização começou a retornar. Foi para isso que vivi até hoje, que me preparei, que estudei? Virei fera? A ideia chegou trovejando nas asas de um relâmpago: aqui não fico mais.