Mostrando postagens com marcador Antologia Solidária Barretos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Antologia Solidária Barretos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

CANTIGAS DE AMIGOS

A GRANDE PAZ
(Andreia Vieira)

Luz Radiante que brota do amor infinito
Amor que transforma em plenitude
O coração apaixonado,
Amor que fecunda e transborda
Em atitudes, amor ao próximo a caridade.

Amor na mais pura essência de sentir o pulsar o coração
Ao impulso do Cristo vivo.
Amor crescente de compaixão
Que se esmera, se inquieta na certeza de estar vivo.

É bom caminhar a estrada do amor no perdão,
Na luz divina que flui em todas direções
Que se abre o peito e ante a dor nada se teme
Na certeza que, logo ali, Jesus está.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

CANTIGAS DE AMIGOS

Poema publicado origialmente na Antologia Solidária Barretos.

Carpe Diem

(Luciano Adrade)

Quem vive a falar do amor, sofre por não tê-lo.
Assim como quem vive a orar para Deus, sofre por não conhecê-lo.
Não sofro mais por amor, o guardo com zelo,
E não me demoro com Deus, para não comprometê-lo.

Joguei meus sofrimentos na correnteza do desfiladeiro,
E nos dias presentes dei-me ao amor ambíguo,
Que de hora é amigo, hora amante ferrenho.
Amor é assim, não se abstém.
É complexo de sentimentos, que unidos lhe convém.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

CONTOS CORRENTES


Conto publicado originalente na Antologia Solidária Barretos.

ONOFRE


(Uilian Gonzales)


Era um conjunto residencial, daqueles muito em moda na primeira metade da década de 90.
Classe média baixa, renda pouca, taxistas, contadores, pequenos empresários.

Prédios de três andares, sem elevador, carros no sol, campo de peteca e uma mal mantida piscina.

Meio velho, decadente, sujo; parecia que os moradores tinham exaurido toda a sua renda no pagamento das prestações do BNH e que nenhuma reforma era acolhida pelos condôminos. É o que se via na pintura descascada e no lamentável estado dos jardins.

Mas, se o dinheiro escasseava, a disposição não; a quantidade de meninos que circulavam pelas partes comuns dava ideia de que todos os maridos estavam funcionando regularmente; também o alarido, o comportamento indicava que se tratava de meninos com uma educação básica, sem finura, sem requintes; eram filhos de pais mais preocupados com outros problemas do dia a dia. Com pouco tempo e dedicação para com os filhos; de famílias sem conversa, cada um na sua.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

CONTOS CORRENTES


Conto publicado originalmente na Antologia Solidária Barretos.

BARRETOS, EU ESTAVA LÁ   


(Fatima Simamura)

Sempre brinquei com Carol, minha filha caçula, que gostaria de escrever uma carta para ela ler quando estivesse bem velhinha. Em envelope lacrado, a missiva ficaria guardada e ela só poderia abrir quando eu estivesse “quase” caducando, mas não a ponto de não saber mais quem eu fui.

Entretanto, ocorreu-me ideia melhor: por que não escrever sobre minhas melhores lembranças, numa espécie de evolução da vida?

De lá pra cá, venho registrando tudo que me brota de lembrança. Claro, começando pela minha infância em Barretos. A continuar assim, acho que a carta poderia virar um livro. Mas, como aqui só há espaço para contar pequenas aventuras e traquinagens, então vamos aos antecedentes.

Posso me considerar uma pessoa de sorte, pois nasci numa família linda, rica de caráter e bastante numerosa. Nada a ver com as famílias reduzidas de hoje em dia.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

CONTOS CORRENTES

Conto publicado na Antologia Solidária Barretos

Sidcley e o Futebol

Raquel Milagres de Mattos 
I

A final do campeonato estadual estava acirrada e não havia chance das equipes atacarem com possibilidade real de gol. O técnico saca do time dois figurões – que não estavam fazendo nada, só se arrastando e perdendo a bola – e coloca dois novatos. Se era pra perder, que fosse arriscando e não sendo chamado de atrasado. Há 10 anos o time não era campeão e a cobrança de todo mundo era muito grande e, com a chegada à final, a pressão aumentara.

Um dos meninos que era a opção do técnico – Sidcley – era o mais tímido deles e mal podia acreditar na sua sorte. Ia jogar! Iria realizar o sonho de menino! Na concentração e nos treinos, era deixado de lados por seus companheiros e até mesmo seu técnico não lhe dava as devidas oportunidades. Os demais se reuniam e grupos de orações, Glória a Deus – eles gritavam, mas o deixavam de fora. No fundo ele achava melhor, mesmo. Sua mãe sempre dizia pra se afastar daqueles que falam uma coisa e fazem o contrário. Mas, às vezes, ele se questionava: O que eu fiz para eles? Por que eles me odeiam se nem me conhecem? Queria mesmo deixar pra lá, mas ainda não conseguia de fato.

Com um misto de curiosidade, perplexidade e euforia, parou à beirada do campo e recebeu tapinhas nas costas do treinador, do preparador físico – que até lhe ofereceu um copo d’água – do jogador que havia saído para ele entrar. Surpreso pela recepção, Sidcley se sentia entorpecido. Entrou em campo com o pé direito, se benzeu – como sua mãe havia lhe ensinado – e correu para o meio, onde era seu

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

CONTOS CORRENTES

Conto publicado na Antologia Solidária Barretos

“Nas rédeas do tempo”

(Adalgisa Borsato)

Nasci em uma região onde “...o boi pasta tranquilo nas invernadas do amor”. Tudo era bom quando ainda era uma menina. Mas, como sabemos, existem as “Etapas”, passar por elas é “Inevitável” e aprender “É Preciso”.

A primeira coisa que mamãe me ensinou foram “Boas maneiras”. Quando entrei na escolinha rural aprendi “No reino da alegria”.

“A Caminhada” até chegar à escola eu passava por muitas “Emoções”, pois apreciava “Cenas” e “Contrastes” da vida rural, com “Momentos” Inesquecíveis”.

A distância até a escola era longa. Em minha imaginação infantil; ela parecia estar “Um pouco além do mundo”. Eu ia contando “Um, dois, três ... nada”, só restava “Sangue, suor, sono”.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

CONTOS CORRENTES

Este conto integra a coletânea Antologia Solidária Barretos.

Vida: amores, encontros e desencontros

(Roseli Tineli)

Desencontros


Ana tinha os cabelos longos e escuros como os seus olhos. A primeira vez que a vi foi na casa de um conhecido. A camiseta dela logo me chamou atenção, tinha uma referência da minha banda favorita, e que achei ninguém que gostasse. Ela tocava baixo na banda dos meus amigos e de lá fomos para onde eles se apresentariam naquela noite.

Era mais maravilhosa do que eu pensava. Em menos de uma noite, conseguiu me conquistar mais do que qualquer outra pessoa já tenha. Perguntou se eu gostaria que me apresentasse a cidade da sua maneira, de um jeito que eu não conhecia. Respondi que sim. Então, ela me puxou e saímos para a rua. Fomos para o seu bar predileto, depois ela tentou me ensinar a cantar no karaokê do centro; claro que só passei vergonha. Ainda conseguimos passar em uma balada. Quando amanheceu, decidimos tomar café na padaria da rua dela.

Aliás, descobri que a rua em questão cruzava com a minha. Como eu não conheci aquela menina antes? Comentou comigo o quanto amava aquele endereço e que seria difícil achar um tão bem localizado novamente. Eu fiquei meio sem entender até ela contar que estava de partida para a França na próxima manhã. Não teve como disfarçar a minha cara de surpresa. Mais uma vez, eu te pergunto: Como eu não a conheci antes?

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

CONTOS CORRENTES

Este conto foi publicado originalmente na Antologia Solidária Barretos.


Um Mensageiro Contou

(Glaucia Chiarelli)

A fantasia não pode ir embora do universo infinito de cada ser como se fosse moda, tendência praticada em uma fase da vida, e que, depois, com o tempo, se esvai. Como se fosse mais um costume de estação.

Naqueles tempos, já meio distantes do agora, em que eu praticava uma feitiçaria chamada brincadeira, me lembro que o mundo era vasto e habitado pelos mais diferentes seres. Tinha monstros e amigos e rotinas que precisavam de mais horas do que tem um dia inteiro. Os meses eram infinitos e os anos lembravam uma era. Todos os seres eram deuses e tinham o poder de criar terras, moradas e esconderijos. Os cantos eram entoados em conjunto e transformavam o mundo, o povo e os próprios cantadores.

Eu ainda me recordo.

Certo dia, naquelas horas de fazer nada, naqueles momentos em que mente e coração se abrem num lampejo e se ajuntam em mente e espírito, recebi a visita dos mensageiros. Vindos do Leste, queriam água e pão, e ouvidos e alma leve.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

CONTOS CORRENTES

Este conto foi publicado originalmente na Antologia Solidária Barretos.

A Princesa e o Super-Herói                               

(Renata Romami)


Em um momento de coração partido, sonhos perdidos e desesperança, ela chegou; no mesmo instante, tornou então a pulsar aquele coração com vigor e o encheu de esperança, planos e sonhos. Aconteceu em um reino tão, tão distante (até torcíamos pela criação de um trem-bala nas próximas eleições): rompemos todas as fronteiras, estradas e postos de gasolina, (já que não usamos a carruagem tradicional, devido aos buracos na pista), para acalentar nos braços aquela que nos foi enviada pelos anjos da guarda. Uma linda Princesa, delicada, serena e com a pele tão clara que, em alguns momentos, confundíamos com a Branca de Neve. A nossa Bela já nasceu com uma Fera ao seu lado, um fiel escudeiro que, mesmo com um comportamento bruto, rústico e sistemático, não podia ouvir qualquer chorinho da pequenina que corria com as suas quatro patas e colocava seu focinho vermelho na janela com olhar de bronca contra todos os cuidadores que a cercavam.

Parceria implacável: imagine só um ogro canino com tiara de princesa?
Vai entender aquela amizade tão forte e parceira, de cumplicidade tamanha que as casas de aposta afirmam que, no futuro, a princesa se tornará doutora dos bichos. Esta menininha cresceu com toda graça e beleza. Por vezes, conseguimos enxergar ao redor dela aquelas estrelas brilhantes que rodeiam a Cinderela quando a Fada Madrinha lhe concede um lindo vestido para o baile.

E, nas férias de verão, esta miúda se encantou com as águas claras; como Pequena Sereia, cantarolava o dia todo: quem me ensinou a nadar... foi foi foi minha pimáaaaa! Foi foi minha pimáaaaa. Tanto o encanto quanto a meiguice cresciam da mesma forma que os cabelos da Rapunzel. Ah! Não existiam melhores tempos para aquele coração que contei no início do que estar bem pertinho daquela Princesa, que adorava estar em volta de papéis e tinta, desenhando para todos do seu reino encantado (mesmo estes ainda sendo devidamente acompanhados de tradução, já que eram extremamente
abstratos, necessitando de legendas) e descobrir onde encontrar pombos-correios para as entregas.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

CONTOS CORRENTES

Conto publicado na Antologia Solidária Barretos.  


Tudo pode acontecer

(Rosa Carneiro)

Sempre fora a maior fazenda da redondeza.

Muitas gerações da família Souza Oliveira haviam passado por ela e habitado aquelas cercanias.

A casa grande guardava muitos detalhes de épocas remotas: quadros, móveis, janelas altas, lustres de cristais, que reportavam quem a visitava para tempos antigos e histórias das grandes fazendas da região.

A silenciosa mansão era rodeada por um muro que mais parecia uma muralha, pela sua altura e fechamento. O portão da entrada era de madeira de lei, talvez jacarandá, cujo ferrolho datava de longínquos tempos medievais.

Grandes palmeiras imperiais, deveras milenares, formavam duas bonitas alamedas na entrada principal. Tudo era imponente! Dependências como haras, galpões que, em épocas antigas, serviam de senzala para os escravos, hoje já desgastava pelo tempo, ficaram ao lado sul da referida mansão.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

CONTOS CORRENTES


Conto publicado na Antologia Solidária Barretos.  

ANJO OU DEMÔNIO
                 (Julia Britto)

Ana nasceu quase morta. E rejeitada. Os pais queriam um menino. Sobreviveu graças à piedade de uma vizinha, que tinha criança pequena e a amamentou. Cresceu quieta, sem incomodar. Adolescente, o pai levou um servente de pedreiro, bem mais velho, para conhecê-la. Procurava alguém para se casar, que cuidasse da casa, das roupas e da comida. E lá se foi Ana. Mudou de senhor. Continuou a servir.   

O marido não queria filhos. Sempre que o corpo apresentava mudanças, ela tomava chá de capim espinhoso, que causava hemorragia. Mesmo sem saber ler e escrever, conhecia as propriedades das plantas. Aprendera com a mãe de leite. Certa vez, demorou a perceber as mudanças e, quando tomou o chá, já era tarde. A criança veio ao mundo e o marido ficou ainda mais zangado porque era uma menina. Nunca mais se deitou com Ana.

Uma vez por semana chegava do serviço com uma mulher e ia direto para o quarto. Ana ia para a casa da mãe de leite, com a filha. Voltava para servir o jantar. Pior era quando o marido chegava bêbado. Apanhava em silêncio. Um dia, Ana foi à mercearia e um homem que jogava bilhar sorriu-lhe. O sorriso não saiu mais de sua cabeça. Alguém a notara. E algo mudou profundamente dentro dela. Já não saía mais quando o marido chegava com alguma mulher. Ficava na cozinha e deixava que a filha chorasse. Para incomodar mesmo. Sabia que depois apanhava, mas já estava acostumada.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

CONTOS CORRENTES

Conto publicado na Antologia Solidária Barretos.  

A prenda

            (Marcos Diamantino)

O que se passou me foi dito por uma avó, portanto não acrescentarei pontos fictícios nesse  relato. Seria mais didático se me colorissem a tenra idade com aventuras de Peter Pan, mas não teria experimentado, logo cedo, o pavor que uma história pode causar.

Vó Mariana relatava o fato com tal imersão que fazia supor esconder-se atrás de seu magistério uma excelente narradora.

Era um sétimo dia de janeiro daquele ano mais ou menos remoto. Nem os aguaceiros da temporada serviam para deter a realização da festa na frente da igreja. A previsão de tempestade para aqueles dias talvez impedisse algo, mas as beatas incluíam, em suas rezas no genuflexório, o pedido de não pingar uma gota sequer durante o período da quermesse em louvor ao padroeiro.

Tudo foi organizado com esmero na intenção da renda ser revertida à paróquia para a pintura da igreja, a mesma que me acolhe aos domingos e que, como uma velha árvore, vive descascando.

Fazendo as vezes de coreto a laje que cobria os mictórios enterrados recebia a apresentação da banda. Naquela temporada já sem o magnífico Realindo que havia trocado a tuba pela harpa celestial.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

CONTOS CORRENTES

A partir desta sexta, publicaremos nesta coluna os contos que compõem a Antologia Solidária Barretos, prefaciada por Menalton Braff.

A NOVELEIRA

(Samir Abrão Filho)

Uma senhora, bem de idade e muito criativa, viciada em dramaturgia, aproveitando-se da chegada do Natal, escreveu uma carta para o Papai Noel, de forma simbólica, com um texto só contendo nomes de novelas. Era basicamente assim:

“Querido Papai Noel, queria estar lhe dizendo tudo isso ‘Olho no Olho’, entretanto, como é difícil, pois que o senhor é uma ‘Celebridade’, venho, então, me expressar através desta simples carta. Queria desabafar e, ao mesmo tempo, pedir umas coisas pro senhor. E tenho que dizer tudo de uma vez, afinal, não tenho ‘Sete Vidas’. No meu país, meu charmoso ‘Paraíso Tropical’, tem um certo ex-Presidente que se acha ‘O Astro’, ‘O Dono do Mundo’ e, se fosse mulher, garanto que se rotularia como a ‘Senhora do Destino’ ou, talvez, como a ‘Rainha da Sucata’. Na verdade, acho que ele deve, constantemente, se perguntar: ‘Que Rei Sou Eu?’. E, como resposta, deveria ouvir: alguém de ‘Duas Caras’. Esse ex-Presidente também espera ouvir da nação: ‘Deus Salve o Rei’ para, assim, se sentir mais inflado e aliviado. Ainda bem que não existe ‘O Clone’ deste ex-governante! Infelizmente, onde vivo, ‘Vale Tudo’. A politicagem é cheia de ‘Cambalacho’. Vivo com ‘Hipertensão’ só de ficar pensando na ‘Belíssima’ ‘Pátria Minha’ daqui uns anos. Preciso ter calma, tolerância, porque, senão, ‘Haja Coração’ e ‘Explode Coração’!

A corrupção ainda continua, a falta de vergonha então...‘Deus nos Acuda’! Às vezes me pergunto: por onde será que andam nossos representantes quando tudo acontece? ‘Andando nas Nuvens’? Procuro me esquivar dessa lama, dessa ‘Selva de Pedra’, mas não adianta mais, eu já deixei de me considerar uma ‘Fera Radical’ para me considerar uma ‘Fera Ferida’. Em Brasília, Papai Noel, ‘O Rebu’ da nossa política, a grande ‘Roda de Fogo’, está concentrado o principal ‘Pecado Capital’, qual seja, a ambição. O ‘Império’ da vaidade e do orgulho. A ‘Ciranda de Pedra’ da ganância e do poder. Mas acho que o grande ‘Sinal de Alerta’ é com relação à extrema violência desta miscigenada e eclética ‘Terra Nostra’. É bala perdida, é tiroteio, é ‘Bang-Bang’ e ‘Pega-Pega’ entre policiais e bandidos. Até o senhor, se duvidar, pode ser ‘A Próxima Vítima’! E a saúde? Nossa! Uma verdadeira ‘Babilônia’ em ruínas! Precisa ter muita ‘Esperança’ e perseverança para enfrentar, ‘Pedra sobre Pedra’, cada dificuldade para conseguir sobreviver nestes hospitais públicos. E os empregos? Cadê? Estamos sempre com o ‘Pé na Jaca’, sempre nos virando com ‘Cobras e Lagartos’ para podermos ter uma vida digna e justa. Será que um ‘Salvador da Pátria’ resolveria nossos problemas? Creio que não...mas ‘A Lua Me Disse’ para termos fé.

Tenho saudades dos velhos tempos, viu senhor Papai Noel! Daquele ‘Tempo de Amar’...vez ou outra, quando o tempo está ‘Tropicaliente’, me deito na rede para ver o ‘Sol Nascente’, para descansar e, De Corpo e Alma’, faço ‘A Viagem’ ao passado, relembrando de quando se tinha mais paz e honestidade nesse Brasil. ‘Era uma Vez...’ um país mais sério e correto. São ‘Ilusões Perdidas’? Sinceramente, espero que não. Ainda confio neste país: ‘Êta Mundo Bom!’.

Bom, Papai Noel, queria pedir para que o senhor iluminasse a cabeça do nosso futuro Presidente na escolha de seus Ministros, para que ele dê os cargos a pessoas de respeito e com capacidade, autênticos ‘Irmãos Coragem’, para que não fiquem, como alguns, hoje em dia, pagando ‘Mico
Preto’, ‘Sassaricando’ pelo Planalto. Peço, também, que seja dada atenção às classes baixa e média, que andam esquecidas e ignoradas, afinal, a classe alta, com seus milionários à la ‘O Rei do Gado’ com suas fúteis ‘Perigosas Peruas’, ‘Cheias de Charme’, fantasiadas de ‘Plumas e Paetês’, está com ‘O Mapa da Mina’ nas mãos, aproveitando-se das condições econômicas dos menos favorecidos. Um exemplo de lugar que precisa de ajuda é Paraisópolis. Tenho uma prima que mora neste bairro. ‘I Love Paraisópolis’, no entanto, lá a desigualdade social é muito grande!

Peço mais Papai Noel. Que o ‘Corpo a Corpo’ que os políticos fazem, querendo angariar votos para as suas eleições, em forma de chantagens, não aconteça mais na ‘América’ e, muito menos, na ‘Vila Madalena’, bairro onde moro. É muito triste a troca de favores que alguns candidatos nos obrigam a fazer, pois, de ‘Laços de Família’, acabamos adquirindo um ‘Pacto de Sangue’ com ‘Os Gigantes’ corruptos.

Quero escrever mais Papai Noel, mas terei que sair agora, vou acompanhar minha amiga ‘Zazá’ ao aeroporto, cheia de saudade e ‘Felicidade’, para receber o seu ‘Bebê a Bordo’ junto de seu ‘Bem-Amado’ marido, que tinham ido viajar, ‘Além do Horizonte’, para a casa de uns parentes dele, na cidade apelidada de ‘Porto dos Milagres’, próxima à nascente do rio ‘Araguaia’. Na volta do aeroporto, eu retorno a escrever. ‘Aquele Beijo’ bem ‘Carinhoso’ Papai Noel.”

Voltando do aeroporto, aquela senhora, bem de idade e muito criativa,viciada em dramaturgia, continuou a escrever a carta ao Papai Noel, só contendo nomes de novelas, com os seguintes dizeres:

“Querido Papai Noel, aqui estou eu, ‘Brega & Chique’, pronta a ‘Começar de Novo’ a carta. Não sou muito de pedir presentes, mas, caso queira me dar algum, saiba que eu adoro doces, principalmente de ‘Marron Glacê’ e do exótico ‘Chocolate com Pimenta’. Porém, por favor, se for me dar, ponha direto na geladeira, porque da última vez que eu ganhei doce, eu deixei em cima da pia, daí, ‘A Gata Comeu’. Entretanto, se não tiver como trazer doces, pode trazer um delicioso ‘Feijão Maravilha’. Ah, eu também amaria voltar a ter disposição para ir dançar e me divertir nas danceterias ‘Boogie Oogie’ e ‘Dancin’ Days’ junto das minhas queridas ‘Três Irmãs’. Todos iriam vibrar com a nossa energia e diriam ‘Agora É que São Elas’! Entre ‘Quatro por Quatro’, eu e minhas irmãs nos garantimos, mesmo que já tenhamos passado dos setenta.

E por falar nelas, ‘As Filhas da Mãe’ que eu tanto amo, que elas continuem mantendo, mesmo com as idades avançadas, os ‘Desejos de Mulher’.

Pretendo fazer mais pedidos e que, se possíveis, sejam realizados: ‘Um Anjo Caiu do Céu’ há alguns meses na minha casa, e esse anjo é o meu cãozinho ‘Vamp’, aquele ‘Vira Lata’ bem sapeca. Quero que tenha muita saúde e que continue alegrando a minha vida. À minha neta mais velha, ‘Helena’, que é uma ‘Beleza Pura’, impossibilitada de gerar um filho, que apareça uma mulher, do tipo ‘Barriga de Aluguel’, para que a ajude a realizar o seu sonho de ser mãe. Não sei se isso pode, mas é um ‘Sonho Meu’. Ao meu neto, ‘Roque Santeiro’, que a ele seja dada oportunidade de experimentar o verdadeiro ‘Sabor da Paixão’, mesmo que seja uma ‘Paixão de Outono’, pois aquele lá, viu... apesar de ser ‘Sangue Bom’, vive andando ‘Sem Lenço, sem Documento’, sem juízo, sem preocupação com o futuro, com o amor, só pensando em ‘Transas e Caretas’, e só desejando dançar ‘Salsa e Merengue’ na boate ‘Kubanacan’, localizada ali na ‘Avenida Brasil’. Que o seu desorientado ‘Coração de Estudante’ seja flechado por algum ‘Estúpido Cupido’, para que o faça encontrar ‘O Primeiro Amor’, uma ‘Alma Gêmea’ capaz de lhe deixar ‘Louco de Amor’ e cheio de ‘Passione’. Que ele tenha uma ‘Despedida de Solteiro’ e que ingresse em algum relacionamento comprometido. Eu até sugiro Papai Noel, alguns nomes de garotas que dariam certo para o meu neto. Tem a ‘Gente Fina’ da ‘Tieta’; tem a sedutora ‘Gabriela’, que encanta os homens com seu olhar de ‘Saramandaia’; tem aquela ‘Cabocla’ que eu não me lembro o nome, bisneta da dona ‘Escrava Isaura’ e neta da dona ‘Sinhá Moça’; ah, tem também a ‘Nina’, apesar que esta me disseram que é muito brava, com um ‘Suave Veneno’ no sorriso... até a chamam de ‘A Indomada’. Mas não sei não, parece mesmo que ele está de olho numa moça ‘Da Cor do Pecado’, apelidada de ‘A Moreninha’. Esta, com certeza, daria ‘Liberdade Liberdade’ para o meu neto e, juntos, poderiam escrever uma linda ‘Rock Story’. À minha neta caçula, Manoela, mas que se acha a ‘Supermanoela’, pediria que ela tivesse uma ‘Cuca Legal’, que fosse menos vaidosa, menos fútil, e que não pensasse apenas em ser ‘Top Model’ e ter seu ‘Corpo Dourado’. Que essa minha neta seja menos ‘Caras & Bocas’, que possa ser mais romântica, tal como uma ‘Lua Cheia de Amor’ e que encontre um ‘Partido Alto’ para se casar. À minha nora, que vive nos ‘Tempos Modernos’, com o seu rigoroso e ‘Insensato Coração’, que tenha mais calma com meu filho a fim de que possam viver melhor ‘Em Família’, curtindo a vida de casal juntos, viajando mais, conhecendo o caminho da Europa e o ‘Caminho da Índias’. Ao meu filho Jorge, por sua vez, peço que seja mais humilde e não almeje apenas ‘Fina Estampa’. Que ele dê mais ‘Amor à Vida’ e menos amor ao dinheiro. Que ele seja mais realista e que pare de ficar fazendo ‘Negócio da China’. Que meu filho possa ‘Viver a Vida’ com simplicidade e pés no chão. Papai Noel, por favor, ‘Salve Jorge’ da soberba! Ao meu ‘Brilhante’ marido Papai Noel, o ‘Velho Chico’, o ‘Meu Bem Querer’, mas que, de vez em quando, é também o ‘Meu Bem Meu Mal’, com o qual vivo uma linda ‘História de Amor’, embora ainda tenhamos nossa ‘Guerra dos Sexos’, muito produtiva por sinal, eu pediria que ele não partisse antes de mim. Ele é ‘Meu Pedacinho de Chão’, minha ‘Estrela-guia’, meu ‘Espelho Mágico’, meu ‘Esplendor’, meu ‘Amor Eterno Amor’, e acho que sem ele, seria ‘O Fim do Mundo’ para mim. Espero também, que eu seja pra ele a sua ‘Joia Rara’ e a sua ‘Flor do Caribe’. Que possamos viver, ‘Lado a Lado’, um amor ‘Além do Tempo’. Com ele conheci o ‘Paraíso’ e com ele topo conhecer também ‘O Outro Lado do Paraíso’. Quem sabe, depois da morte, a gente não possa ‘Renascer’ e nos reencontrar ‘Por Amor’?

União, respeito, amizade e muito amor. Que esse pedido fique ‘Escrito nas Estrelas’. É isso que desejo para a nossa família, para ‘A Vida da Gente’.

Não querendo ser muito exigente, eu também pediria, com toda ‘Força de um Desejo’ e com toda ‘Força do Querer’, que as crianças voltassem a ser inocentes, que voltassem a brincar de ‘Bambolê’ e de ‘Cama de Gato’; voltassem a “cantigar” ‘O Cravo e a Rosa’; conhecessem novas culturas, tal como a literatura de cordel, mais precisamente o ‘Cordel Encantado’; voltassem a fazer piquenique ‘À Sombra dos Laranjais’; brincassem novamente de índio ‘Uga Uga’ e cowboys do Velho Oeste; que começassem a construir, desde pequenas, suas ‘Páginas da Vida’ com pureza, honestidade, ‘Alto Astral’, sem intrigas, fofocas, ‘Ti Ti Ti’ ou egoísmo; que elas crescessem sem praticar os ‘Sete Pecados’; que dessem mais valor à família, respeitando e valorizando, principalmente, o ‘Pai Herói’, mesmo que este seja uma mãe; que um ingênuo menino hoje, não seja um ‘Anjo Mau’ amanhã; que as belas garotinhas de hoje, se transformem em realizadas ‘Mulheres Apaixonadas ’ amanhã e, jamais, em iludidas e vulneráveis ‘Mulheres de Areia’. Nossa! ‘Os Dias Eram Assim’ e podiam continuar sendo. Dias em que o “ser” vale mais que o “ter”. Isso seria ‘Totalmente Demais’! Pena que muita coisa mudou...

Não querendo me estender muito, pediria a todos do Brasil, dessa nova ‘Geração Brasil’, que sejam mais humildes, que não almejem constantemente a ‘Torre de Babel’, que deixem a vaidade de lado, que não se enganem com um ‘Desejo Proibido’, que sintam que ‘O Amor está no Ar’, ‘Como uma Onda’ e que respeitem sempre ‘A Lei do Amor’. Que essa possa ser a ‘A Regra do Jogo’ da vida. E, como diria ‘O Profeta’, que a ‘Eterna Magia’ de paz, luz e amizade prospere com um ‘Final Feliz’ nessa ‘Vereda Tropical’, iluminando o nosso ‘Novo Mundo’. Que ‘A Padroeira’ nos abençoe!

Um beijo meu querido Papai Noel, não ‘O Beijo do Vampiro’, mas um beijo com muita ternura e carinho...e um feliz Natal a todos nós!

PS: Não espalhe essas ‘Verdades Secretas’ que eu lhe confessei. Ah, e se aparecer em casa, por favor, quero que ‘Baila Comigo’!

Assinado: ‘Salomé’.”